A Valorização dos Oceanos: Os custos da mudança climática

23, abril, 2012

Frank Ackerman

Quando você imagina os efeitos da mudança climática, a morte de um oceano surge na sua mente?

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Juntamente com os impactos terrestres do aquecimento global, que são mais conhecidos, ocorrerão imensos – e custosos – danos em baixo das ondas. Se continuarmos nosso atual curso de ação, com emissões desenfreadas de carbono, as perdas ligadas à mudança climática em cinco serviços centrais dos oceanos poderiam alcançar $2 trilhões anualmente até o final deste século. Dois terços dessas perdas poderiam ser evitados, economizando efetivamente quase $1,4 trilhões por ano até 2100, se conseguirmos embarcar em uma rápida redução de emissões para estabilizarmos e protegermos o clima da Terra. Leia mais…

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Código da Mineração

20, abril, 2012

derramamento-da-chevrom2O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, assumiu a atitude padrão do governo em relativizar os derramamentos de petróleo na bacia de Campos, ocorridos em 2011 e março deste ano. Considerou “superados os episódios de vazamento de óleo no Rio de Janeiro, sob responsabilidade da Chevron, no campo de Frade“.

Essa atitude de avestruz, cada vez mais normatizada nos diversos governos, supõe que não mais ocorrerá mais vazamentos, até o próximo vazamento quando novas explicações serão dadas à sociedade como se fosse o primeiro desastre ecológico.

Quanto ao Código da Mineração o governo busca um texto que esteja próximo às expectativas da sociedade. O lobby das corporações mineradoras age agressivamente e promovem o impasse. As organizações sociais  e sindicais, como o Observatório do Pré-Sal e da Indústria Extrativista Mineral, também incidem na expectativa de poderem fazer suas observações sobre a proposta do Governo, que está em debate na Casa Civil.

O Inesc, membro do Observatório, está acompanhando estas movimentações, mas ainda não conseguiu obter  nenhum texto-rascunho do documento, que está trancado a sete-chaves.

Edelcio Vigna, Assessor Polítco do Inesc

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Um Olhar sobre o Processo oficial da Rio+20

26, março, 2012

Por Iara Pietricovsky

rio-20Estou neste processo de acompanhamento das conferências da Organização das Nações Unidas (ONU) desde a Rio 92. Há vinte anos atrás,vivíamos um momento importante. Estávamos inaugurando uma nova década na luta por direitos.Havia uma excitação, muita ilusão e muita esperança. Estávamos estabelecendo princípios e convenção que armavam um marco jurídico internacional da maior relevância para aqueles que acreditam nos direitos humanos. O chamado Ciclo Social das Nações Unidas foi feito com muita luta política e se apresenta hoje como a melhor parte desta cultura ocidental, fragmentada e assolada por um modo de produção que constrói e destrói coisas belas. Bem, acredito que hoje, destrói muito mais do que constrói coisas belas. O drama civilizatório é que algumas destas coisas belas nunca mais retornaram. Estamos perdendo biodiversidade, fauna , flora, estamos perdendo na luta contra a mudança climática e, tão terrível quanto, estamos em sério risco de perder também em todo este marco jurídico internacional e nacional afirmado durante as conferências da ONU. Leia mais…

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Debate do Imposto sobre o Carbono na África do Sul Decepciona

16, março, 2012

Patrick Bond

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Com certeza, este é um momento difícil para a imposição de novos impostos ambientais, em função do atual poderexercido pelo setor financeiro sobre as políticas públicas. Com a entrada das linhas aéreas da União Europeia no Esquema de Comércio de Emissões em franco processo de colapso, um grupo de países não europeus liderado pelos chineses está se revoltando contra o pagamento de preços mais altos por vôos para entrar e sair da Europa.

Existem argumentos ruins e bons a respeito da taxação do carbono por aqui. De acordo com o relatório do China Daily, “Os impostos compulsórios da Europa terminarão tendo um forte impacto sobre a indústria de aviação da China, e influências mais profundas podem ser sentidas no setor de exportação. Portanto, a China se opõe fortemente à ação unilateral da UE, e vê a decisão da UE como uma violação da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática e outras regulações afins da Associação Internacional de Transporte Aéreo”. Leia mais…

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Após termos nos erguido, o que faremos?

14, março, 2012

Edward B. Barbier

crise

O levantamento feito por Gary Gorton e Andrew Metrick sobre o que aconteceu durante a crise financeira de 2008-9, “Getting Up To Speed on the Financial Crisis,” (“Erguendo-se para Agir com Rapidez em Relação à Crise Financeira”), a ser publicado pelo periódico Journal of Economic Literature, enfoca uma importante causa dessa crise: os desequilíbrios globais na economia mundial. Como sugerem Gorton e Metrick, esses desequilíbrios incluem o gerenciamento institucional de grandes somas (“institutional cash pools”), causado por operações de fundos soberanos pela ânsia global em economizar.

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