Mesa de debates no teatro da Estação das Docas
Mesa de debates abriu espaço aos visitantes no teatro da Estação das Docas
Edição de 28/01/2009
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As primeiras boas vindas da coordenação do Fórum Social Mundial foram dadas na manhã de ontem, em uma coletiva à imprensa de todo o mundo, no teatro Maria Sylvia Nunes, da Estação das Docas. Aldalice Oterloo, da coordenação local do FSM, disse que receber a nona edição do Fórum em Belém foi um desafio por conta da estrutura da cidade e da necessidade de colocar as questões amazônicas, para além do problema ambiental, dentro do debate. Ela enfatizou repetidas vezes a conquista de ter 46 etnias indígenas participando e oferecendo atividades dentro do espaço.
‘Ter os nossos povos tradicionais aqui, ver de perto os seus problemas, na saúde, na educação é de uma grande satisfação para nós que desde 2007 estamos trabalhando para construção do Fórum’. Os repórteres questionaram o fato de não ter nenhum indígena na mesa de abertura, mas segundo Aldalice, a escolha foi deles.
Na mesa, também esteve Rafaela Bolini, coordenadora do Fórum Social na Europa, que afirmou que a discussão deve atingir também aqueles que não podem, por questões políticas e culturais, se engajar no evento. Falando em espanhol, ela citou o conflito na faixa de Gaza, Oriente Médio, e disse que o ‘o estado de cidade sitiada é ainda maior porque encontra o silêncio do mundo’, declarou.
A situação financeira e a crise mundial, que devem dar tom a muitos debates do Fórum, também foram lembrados durante a coletiva. Cândido Grzybowski, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), declarou que o atual estágio do capitalismo e as recentes crises já tinham sido ‘anunciadas’ desde o primeiro Fórum Social Mundial.

