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Os indígenas e a diversidade por Jorge E. Durão

Acho que pode ser útil fazermos um breve registro dos eventos/atividades relevantes de cada dia. Hoje assisti às atividades dos povos indígenas (brasileiros e das Américas do Norte, Central Andina).

Os indígenas brasileiros se dizem reduzidos à condição de “caseiros” dos brancos e não mais guardiões da floresta. Os maias, aimáras e outros se contrapõem “filosófica e ideologicamente” ao pensamento ocidental de maneira geral (citando de Aristóteles a Karl  Marx), ao neoliberalismo e aos Estados liberal ou socialista. Defendem uma nova forma de Estado comunitário e pluri-étnico. São contra tudo que está na base material da nossa sociedade, da mineração ao petróleo, passando pela coca cola.

Este Fórum revela uma sobreposição extremamente complexa de contradições e de conflitos, inclusive com a emergência de alguns que nós nem ao menos suspeitávamos que existiam.
Por exemplo, no ato dos povos sem Estado estavam presentes não apenas os representantes dos povos oprimidos mais conhecidos (como os curdos e os palestinos), mas tambémos galegos e o povo da Cornualha (Reino Unido).

Um comentário menos otimista (ou realista): o rendimento de participar no FSM em termos de debate aprofundado de idéias é praticamente nulo. A relação custo benefício é muito baixa. Gastei duas horas para chegar no local desse palco principal na UFRA!

Depois das atividades, vencido pelo sol e pelo cansaço tomei um ônibus hiper-lotado e escapei.

Um abraço,
Jorge Eduardo
(Diretor Executivo da Fase)

Atila Roque indígena

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