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“Se terminar o amarelo, com o que vamos fazer o pão?”

hamilton-farias1A reflexão sobre o desenvolvimento da arte e da cultura para uma outra noção de política continuou com a fala de Hamilton Faria, do Instituto Pólis, na mesa Cultura na reorganização do espaço político e público. Faria abriu sua argumentação lembrando que muito do que acontece hoje na cena cultural é fruto de trabalhos realizados nos anos 1990 e início dos 2000.

“Se terminar o amarelo, com o que vamos fazer o pão?”. Com esta frase, do poeta chileno Pablo Neruda, Hamilton chamou todos os participantes para refletir sobre a importância da criação no processo criativo da arte e da recriação do próprio povo. Ele enfatizou bastante o tema da organização e da arte no plano político e instigou o pensamento de todos ao afirmar que a criatividade nos mostra que somos mais que eventos, espetáculos e entretenimento. “A arte nos chama a rever as regras estabelecidas, a política e os modos de vida”.

Hamilton também declarou que o Brasil vive um processo de culturalização. Ele acredita que este processo deve reencantar o político e o público por meio da cultura e da arte. Neste contexto, o papel do artista é importante pela sua capacidade de multiplicar sensibilidades, formas de ver o mundo, referências conceituais, comportamentos éticos, alargamento das possibilidades da vida real e enriquecimento do imaginário, melhorando assim a qualidade de vida material e espiritual do ser humano. Ao encerrar, Faria citou o artista Bené Fonteneles, que disse: “O que a arte nos exige é um exercício sensitivo intuitivo para uma nova forma de perceber o mundo, estar e pertencer ao mundo…”

anaflavia Sem categoria, cultura e política

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