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Chega ao fim o primeiro dia do Seminário

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Apresentação do artista Chico Simões no encerramento do 1º dia.

Em um dia bastante movimentado e produtivo, o Seminário Cultura e Protagonismo Social na América Latina contou com a presença de artistas, representantes de organizações sociais, parlamentares, estudantes e membros de Pontos de Cultura de vários estados brasileiros. De outras nações, participaram pessoas do Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia.

Tanta diversidade e integração só podiam mesmo dar um resultado expressivo. Em pauta, foram contempladas questões como o papel do Parlamento do Mercosul (Parlasul); a relação entre cultura e sustentabilidade ambiental; a arte como instrumento de ressocialização ou de inserção social; apresentações de documentários; direitos humanos; entre outras. Até a aplicação de recursos do pré-sal brasileiro em projetos culturais chegou a ser mencionada.

No entanto, o foco central do encontro não foi desviado. Em diversas oportunidades - tanto nas falas dos palestrantres quanto nos questionamentos feitos durante os debates - a questão da aplicação, do funcionamento e do financiamento de iniciativas semelhantes aos Pontos de Cultura no âmbito dos países que integram o Mercado Comum do Sul foi lembrado.

Aliás, como reforçou Iara Pietricovsky, diretora do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), o objetivo do Seminário é que as proposições definidas ali sejam transformadas em projetos de lei. O destino desses documentos serão as casas legislativas nacionais e o próprio Parlamento do Mercosul, que ainda este ano receberá o anteprojeto de lei sobre a criação dos Pontos de Cultura nos países que integram o Mercosul.

Para isso, a parceria de parlamentares comprometidos com a causa é fundamental. E, pelo o que foi visto no primeiro dia do Seminário, isso não será problema. A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), o deputado José Paulo Tóffano (PV-SP) e o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) não só marcaram presença no encontro como se colocaram à disposição para serem parceiros, enquanto representantes brasileiros no Parlasul. Além deles, o próprio presidente da casa legislativa, o parlamentar uruguaio Juan José Domínguez, se colocou à disposição para contribuir com o que for necessário. Afinal, como reforçou a senadora Marisa Serrano, a cultura é um direito humano e precisa ser reconhecida como tal.

E se alguém dentre os presentes ainda tinha alguma dúvida sobre o poder de transformação social da cultura, certamente essas dúvidas foram sanadas diante das falas de Wal Mayans, Inés Sanguinetti e Karin Acioly. Eles mostraram que seja no Paraguai, na Argentina ou no Brasil, a arte é uma ferramenta estratégica que pode fazer a diferença na vida da população latino-americana, especialmente na parcela tradicionalmente excluída do acesso a bens e serviços dessa natureza.

anaflavia cultura e política

  1. Apoena
    6, outubro, 2009 em 17:11 | #1

    Olá! Poderiam dar os dados para contato com Chico Simões?

    Obrigado!

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