Arte e cultura para a infância
A diretora artística do Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens, Karen Acioly, participou da segunda mesa de debates e expôs para os participantes do seminário sua experiência com as crianças da cidade do Rio de Janeiro. Ela contou que foi convidada pelo escritor e ex-deputado Artur da Távola para desenvolver projetos culturais junto às crianças. O projeto incluía também a sensibilização de platéias, ou seja, incentivar as pessoas a assitirem aos espetáculos.
“Resistimos à passagem de diversos governos e articulamos com o Brasil todo”, disse Karen. Ela ressalta a importância do fórum Cultura e Infância, criado por Gabriel Guimard, que hoje conta com mais de três mil associados ao seu projeto na internet. Ela ressalta que a articulação em rede é necessária, pois mesmo uma cidade como o Rio de Janeiro, onde todos parecem estar congregados, na verdade estão bastante isolados. A rede foi ampliada ainda mais. Hoje ela conta também com rádios que fazem o mapeamento na sua região dos jovens artistas que existem ali.
Com esta amplitude, não dava para continuar sem saber o que o vizinho estava fazendo em termos culturais. Então, foi criado o Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens (já em sua 8ª edição). “Temos que abrir o espírito para tudo que há de novo e para o tradicional com o olhar de hoje”, afirmou. Então surgiu a necessidade de se trabalhar com artistas internacionais. Desta proposta conjunta surgiram os Work in Progress de Binacionalidade. Nestes, artistas de dois países faziam um novo movimento público, no qual as crianças deveriam apresentar pequenos espetáculos de 30 minutos para os espectadoreso. O projeto existe há sete anos.
Karen conta o valor deste trabalho binacional.”Você conhece sua cultura ao entrar em contato com a cultura do outro. Você passa a se reconhecer também por meio do olhar do outro e sobre sua cultura. Surge daí uma nova construção”, salientou a diretora.
