Cultura e política: aproximação cada vez mais eficiente

Terminou agora a pouco a mesa de abertura do evento, que contou com presenças importantes: a diretora do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Iara Pietricovsky; o diretor do Cena Contemporânea, Guilherme Reis; a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS); e o representante do Ministério da Cultura, Fred Maia. Na ocasião, todos comentaram sobre a relevância deste Seminário como instrumento de aglutinação da cultura latino americana e da expansão das várias formas de conhecimento para o próprio Mercosul, para a América Latina e, consequentemente, para o mundo.
A diretora do Inesc ressaltou que os debates e idéias deste Seminário não ficarão restritas apenas ao âmbito da discussão. “O objetivo é que as proposições consolidadas aqui sejam transformadas em projetos que serão apresentados aos formuladores de políticas para que isto se torne concreto. É tirar estas necessidades culturais do plano ideal e colocá-las no plano real.” A senadora Marisa Serrano frisou a importância da cultura como um direito humano e o papel estratégico do Parlamento do Mercosul, o Parlasul, na união das culturas do Cone Sul. Ela se colocou à disposição para ser parceira na luta pela implantação das ações que devem fomentar a cultura latino americana e disseminá-la para todo o mundo.
Já o diretor do Cena Contemporânea, Guilherme Reis, ressaltou a existência de uma rede mundial de pessoas interessadas em saber o que se produz no quadro cultural da América Latina. Segundo ele, é o momento de mergulhar nesta discussão, pensar na atuação cultural do Mercosul e fazer toda esta produção cultural ser vista, principalmente pelos próprios latinos americanos.
Por fim, Fred Maia ressaltou que o Ministério da Cultura está fazendo pressão junto aos governadores, prefeitos, deputados e senadores para o fortalecimento da promoção cultural. Ele lembrou que muito se tem conseguido junto ao presidente Lula e frisou que está sendo realizada uma ampla reforma na Lei Rouanet, o que, segundo Maia, fará uma revolução na cena cultural do Brasil. “Nós somos um único povo. Temos matrizes um pouco diversas, mas somos um só. Temos que nos integrar rapidamente”, concluiu.

