Integração política e cultural
O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) foi o responsável por abrir a mesa de debates sobre políticas públicas e cultura. Falando sobre a atuação estratégica que o Parlamento do Mercosul pode desempenhar, o parlamentar, que é vice-presidente da representação brasileira no Parlasul, afirmou que tem aprendido muito com a experiência e, ao mesmo tempo, enxergado desafios importantes.
Ele reforçou que é necessário destacar novas idéias dentro do bloco. “Entendo que política compartilhada, dentro de um bloco, só é possível de ser feita se tiver identidade entre as culturas e autenticidade. No entanto, hoje no Mercosul, não há identidade na sociedade”, declarou.
Dr. Rosinha também afirmou, que ao ser criado, a premissa do Parlasul era criar uma cultura política. Por isso, nos quatro países do Mercosul, só se chega até o Parlasul por meio dos partidos políticos. “Hoje, a vontade é de criar partidos que discutam a questão da integração. Porque se o partido político não tem a cultura da integração, ele vai ser nacionalista. E é com essa concepção que vai chegar ao Parlasul. Além disso, é preciso ter proporcionalidade, o que não acontece”, lembrou.
Com relação ao debate específico sobre cultura, o parlamentar alertou para a ausência de um espaço de decisão. “Não há um amplo espaço de debate com a sociedade civil. Com isso, o processo fica muito dependente de quem é o governante ou de quem preside. Como vamos superar isso?”, questionou.
“Hoje, no Parlasul, um processo como o dos Pontos de Cultura pode ser apresentado pela sociedade civil. Estando lá dentro, a proposta tramitará na comissão de cultura, seguida pela comissão de educação e, posteriormente, irá para o plenário. Vale ressaltar, contudo, que o Parlamento do Mercosul não faz leis. Sendo assim, não podemos cobrar como lei, mas como política a ser executada”, concluiu.