Página Inicial > Sem categoria > Hora e vez da cultura

Hora e vez da cultura

foto-andressa-anholete-gel-britoO representante do Centro do Teatro do Oprimido (CTO), um dos Pontos de Cultura do Rio de Janeiro, Gel Brito, trouxe várias reflexões para o debate. Ele falou sobre a realidade de um Ponto de Cultura e também sobre a necessidade de aprender com o cotidiano e evoluir os processos.

Para Brito, os anos 1970 foram movimentados pelos estudantes; os 1980 pelos sindicatos e partidos políticos; e os anos 2000 pela cultura. Estes movimentos culturais muitas vezes falam em “levar” o teatro, a dança e a música para as favelas ou locais mais distantes dos centros. “Mas, estas organizações esquecem que as pessoas produzem cultura em suas localidades. Elas têm uma linguagem. Então seria interessante potencializar o que já existe em cada região”, ressaltou.

Questões como o tipo de fiscalização e impostos que devem ser pagos por aqueles que trabalham com cultura também vieram à tona. De acordo com ele, “não é possível que pessoas que produzem cultura sejam taxadas da mesma forma que uma grande montadora de carros”, exemplificou.

Por fim, ele acentuou a necessidade de construção de políticas públicas para fortalecer a cultura no Brasil e no Mercosul. “Acredito que esta proposta seja um pontapé inicial para o aumento da efervescência cultural. Considero que os Pontos de Cultura têm que entrar de vez nestes temas”.

anaflavia Sem categoria

  1. Nenhum comentário ainda.
  1. Nenhum trackback ainda.