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Ponto de Cultura é a potência com afeto

celio-turino1Para o segundo expositor da mesa, o historiador e secretário da Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, Célio Turino, um Ponto de Cultura é a possibilidade de o sujeito se descobrir em sua inteireza, em seu todo. “O ponto de Cultura é então uma potência. É a potência com afeto”.

O historiador esclareceu que o que se busca dentro de um Ponto de Cultura é outra visão, é o homem vitruviano (famoso desenho de Leonardo da Vinci). Ou seja, o homem como medida de todas as coisas e não o homem como centro de todas as coisas. “Esta última é a cultura do egoísmo”, disse. Ele lembrou, entretanto, que o protagonismo e a autonomia são importantes, mas sozinhos eles não resolvem. Existem necessidades como um marco legal.

Nesta etapa do debate, Turino lembrou o filósofo Baruck Spinosa, que já falava que a política deve ser colocada em outro patamar, visto que a política é um reflexo da nossa cultura. “Política e cultura devem estar associadas e não o contrário”, salientou.

Ao final da explanação, Célio Turino concluiu que o Ponto de Cultura é uno e múltiplo ao mesmo tempo. “O que existe num Ponto de Cultura é a busca eterna da essência do ser humano. Somos diferentes, mas assemelhados simultaneamente”, resumiu. “Ainda falta um encontro entre cultura e política, pois uma é reflexo da outra”.

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