Multinacionais vão explorar a Cordilheira dos Andes por 30 anos

Reunião do GT Agricultura da Aliança Social Continental, em Foz do Iguaçu
Os representantes das organizações chilenas, participantes a oficina do GT Agricultura da Aliança Social Continental, denunciaram que a Cordilheira dos Andes está ameaçada pela concessão de exploração por 30 anos para as multinacionais mineradoras. Este símbolo de altivez e formador do espírito andino e latino-americano está sob ameaça de se transformar em uma das maiores feridas abertas pela ganância do capital. Para conter esse desastre é necessária uma mobilização internacional em favor da preservação dos Andes, tal como foi feito com a Amazônia.
Os debates continuaram com o aprofundamento dos debates sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC). A história da OMC foi recordada para desvendar os interesses que estiveram e estão por detrás da sua construção.
Houve no transcorrer do debate uma comparação entre as regras da OMC e a dos Tratados de Livre Comércio (TLC’s). Verificou se que se a primeira é prejudicial aos direitos mais fundamentais dos povos a outra é ainda mais, tanto que é chamada de OMC Plus. Os TLCs radicalizam as normas draconianas da OMC.
Os temas em pauta no debate da OMC em Genebra, em novembro, serão a agricultura, os produtos não-agrícolas e os serviços ambientais. Temas como propriedade intelectual, inversão financeira e compras governamentais serão, também, objetos de atenção. O tema de serviço ambiental será focado na reunião da 15a Conferencia Global de Clima (COP-15), em Estocolmo, também no final deste ano.
O encontro do GT/ASC terminou com algumas recomendações para a Aliança Social Continental. Entre elas pode-se destacar: o apoio à mobilização para a Jornada de Ação Global contra a OMC (dia 28/11); as mobilizações nacionais e pressão sobre os governos para que não assinem acordos prejudiciais a seus povos; denuncias contra o modelo e as TLCs, tendo como exemplo os que ameaçam a a Amazônia e Cordilheira dos Andes; apoiar as mobilizações do Dia Internacional de Soberania Alimentar (16/10) e a mobilização contra multinacionais do agronegócio.
Edélcio Vigna, assessor do Inesc

