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Protesto dos movimentos sociais

antonia_melo1Antônia Melo, coordenadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre, começou enfática a sua fala: ”durante esse tempo não tivemos o direito de ser ouvidos”. Mais do que isso, ela declarou que a voz dos indígenas pouco importou aos governos e reforçou a inviabilidade do empreendimento a partir de análises técnicas. “É um empreendimento destruidor. É uma catástrofe para os habitantes da região”.

“Estas áreas estão sendo destruídas por estes empreendimentos. No entanto, declaramos que não vamos deixar a destruição acontecer. Vamos lutar até o último índio”, disse. ”A gente quer um país de todos. Para isso, todos tem que ser ouvidos. Não somos um qualquer. Somos os verdadeiros donos desta terra”, concluiu.

marcos_apurinaEm seguida, o coordenador da Coiab no Amazonas, Marcos Apurinã , ressaltou que a luta contra a obra vai continuar independente de algumas autoridades não estarem presentes na audiência. Ele lembrou que no Xingu existem ainda muitas aldeias indígenas que só se alimentam de peixe. “Se o peixe acabar, os índios morrem”. E finalizou: “se o governo não quer nos ouvir, paciência. Daí também não teremos mais o que falar…”.

anaflavia indígena

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