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Arquivo de dezembro, 2009

Emergentes e pobres coordenam protesto contra países ricos na COP-15

14, dezembro, 2009

Copenhague (Dinamarca) - Os chefes das delegações do grupo de nações emergentes formado pelo Brasil, pela China, Índia e África do Sul se reuniram nesta manhã na Conferência das Nações Unidas sobres Mudanças Climáticas (COP-15) para acertar uma estratégia conjunta visando a forçar os países ricos a adotarem metas mais ousadas contra o aquecimento global.

O encontro contou com a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ocorreu ao mesmo tempo em que as nações pobres – lideradas pelos africanos – ausentaram-se de várias reuniões formais, em um claro bloqueio ao avanço das negociações.

global_warmingOs líderes do mundo em desenvolvimento temem que o avanço da negociação, da forma como foi conduzida nas últimas 24 horas, deixe em segundo plano o debate sobre metas mais ousadas para a Europa, os Estados Unidos, a Austrália e o Canadá. “Por enquanto, nada sobre isso [metas mais ousadas para os países ricos] foi tratado”, admitiu à Agência Brasil um dos principais negociadores do G77 (grupo de países pobres e em desenvolvimento), pedindo anonimato.

A COP-15 começou com o objetivo de garantir que, ao final do encontro, a soma das metas anunciadas pelos países ricos garanta uma redução de, pelo menos, 25% nas emissões de gases de efeito estufa, considerando os dados de 1990.

Depois do encontro com os líderes da China, Índia e África do Sul, a ministra Dilma Rousseff se limitou a dizer que a conversa foi “boa” e que a negociação está em pleno curso.

O secretário executivo da conferência, Yvo de Boer, lembrou que, além do financiamento de longo prazo para ajudar países pobres a combater o aquecimento global e da importância de metas mais ousadas para os países ricos, existe mais um ponto fundamental que continua fora da agenda.

“Ainda não se discutiu como fiscalizar e punir quem não cumprir as metas que devem ser firmadas pelos países que assinaram o Protocolo de Quioto”, afirmou.

Nessa lista estão incluídos os países da União Europeia, mas os Estados Unidos, principal emissor de gases do planeta, não assinaram o documento e já disseram que não vão aderir ao protocolo durante a conferência de Copenhague.

Roberto Maltchik - Enviado Especial

Fonte: Agência Brasil

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Dilma disse que países emergentes podem contribuir para fundo de combate ao aquecimento global

14, dezembro, 2009

Copenhague (Dinamarca) - A ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, admitiu hoje (13) que já está sobre a mesa de negociação dos chefes das delegações dos 192 países que participam da Conferência das Nações Unidas sobres Mudanças Climáticas uma proposta para que os países emergentes contribuam para o fundo de combate ao aquecimento global.

dilma-tratada“Podem haver contribuições voluntárias de quem acha que pode contribuir para este fundo. É como um objetivo. A gente não tem objetivo obrigatório. Quem quiser contribuir, pode”, afirmou.

A chefe da delegação brasileira ressaltou, no entanto, que o Brasil não deseja aplicar dinheiro no fundo, já que a premissa, definida pelo protocolo de Quioto, criado em 1997, indica que a responsabilidade histórica pelas emissões é dos países ricos, com obrigação de financiar as ações do mundo em desenvolvimento para frear as emissões projetadas para os próximos anos.

“Contribuição mesmo é dos países desenvolvidos. Isso é claro. Está previsto na convenção: as ações mitigatórias dos países em desenvolvimento dependem do financiamento dos países desenvolvidos”, lembrou. A proposta de incluir os países em desenvolvimento no fundo foi apresentada pelo México e apoiada oficialmente pela Noruega.

Hoje, mais de 50 chefes de delegações estiveram reunidos com a presidente da conferência, a ministra de Energia e Clima da Dinamarca, Connie Hedegaard, para tratar dos pontos que serão levados para a derradeira negociação dos chefes de Estado, entre quinta e sexta-feira.

Cerca de 110 chefes de Estado e de governo já confirmaram presença na última etapa da COP-15, entre eles, o norte-americano Barak Obama, o primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, além dos líderes da China, Austrália, Japão e Canadá.

Segundo Dilma, mais importante do que discutir a participação dos emergentes no fundo é saber se os países ricos estão dispostos a adotar metas mais ousadas do que as anunciadas até agora para atingir o objetivo da convenção: reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa entre 25% e 40%, até 2020.


A estratégia do Brasil é trabalhada em conjunto com outros três grandes países emergentes: China, Índia e África do Sul. Os países ricos, porém, ainda não entraram nesse tipo de detalhe para firmar um acordo até sexta-feira, data marcada para o encerramento da conferência. “Eles contornam essa questão”, disse a ministra.

A Chefe da Casa Civil explicou que um dos principais entraves da negociação é que os países ricos querem “inverter” o debate e colocar em condições iguais os países ricos e as grandes nações emergentes

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, também já está na Dinamarca para participar da última etapa da conferência do clima. O presidente Luis Inácio Lula da Silva chega na noite de terça-feira (15).

Roberto Maltchik - Enviado especial

Fonte: Agência Brasil

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Clima: países africanos voltam à negociação em Copenhague

14, dezembro, 2009

COPENHAGUE, 14 dez 2009 (AFP) - O grupo de países africanos, que havia se retirado de vários grupos de negociação na conferência de Copenhague, voltou a participar nas sessões da tarde depois de obter resposta para suas reivindicações, informaram delegados africanos e europeus.

bujelwe-sydafrika_20090529-182224-6_web2Anteriormente, os países africanos, apoiados pelos outros países em desenvolvimento, suspenderam a participação nesta segunda-feira em vários grupos de negociação.

A suspensão foi um protesto já que consideram que os países ricos estão em divergências a respeito do Protocolo de Kyoto, o único instrumento internacional atualmente existente para lutar contra o aquecimento global, que impõe obrigações às nações desenvolvidas ao mesmo tempo que protege os países em desenvolvimento.

“A África soou o sinal de alerta para evitar que o trem descarrile ao fim desta semana. Os países pobres querem um resultado que garanta importantes reduções das emissões. Os países ricos, no entanto, estão tentando atrasar as discussões sobre o único mecanismo que dispomos para isto, o Protocolo de Kyoto”, afirmou Jeremy Hobbs, diretor executivo da ONG Oxfam International.

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Continuam os protestos de ativistas contra as mudanças climáticas

14, dezembro, 2009

Manifestantes são presos após passeata em Copenhague

GREENPEACE_PHILIPPINES-QUIT-COALContinuam os confrontos entre policiais e ativistas no sexto dia (13/12) da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15). A polícia de Copenhague anunciou ter detido 900 manifestantes no sábado (12/12), durante a grande passeata que partiu do centro da capital dinamarquesa e percorreu seis quilômetros até o centro de convenções onde acontece a reunião da conferência. Porém, no início da manhã de domingo, os polícias já haviam liberado os detidos.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, chegou à COP15 no domingo. Para ela, a meta de redução de gases-estufa proclamada pela Casa Branca é “decepcionante”. Dilma também disse que é importante ter números na mesa e não fixar objetivos abaixo das expectativas das pesquisas científicas sobre a emissão de CO2. De acordo com a ministra, o Brasil considera insuficiente, por exemplo, qualquer iniciativa em torno de 20% ou abaixo desse patamar.

Ainda no domingo, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou um corte em 17% nas emissões de gases do país.

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Sai o esboço oficial da COP-15

14, dezembro, 2009

Primeiro rascunho oficial do acordo a ser fechado na COP-15 diz que países em desenvolvimentos deverão reduzir as emissões de gases em 30% e que o aumento de temperatura deve se limitar a 2ºC.

climate-change1Seguem as negociações para a reformulação de um novo tratado para mitigar as mudanças climáticas, em Copenhague, Dinamarca. Hoje a primeira boa notícia foi que, depois de uma longa reunião, o presidente francês Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anunciaram ajuda financeira aos países pobres de US$ 2,4 bilhões. Os dois governantes comunicaram também que a Europa vai se comprometer na redução de 30% das emissões de gás carbônico (CO2).

Outro avanço foi que, depois do alvoroço em torno de documentos não oficiais que intensificou os ânimos entre países ricos e em desenvolvimento, saiu hoje o primeiro esboço oficial da Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (COP-15). O documento propõe limitar o aumento da temperatura entre 1,5º a 2º graus e descreve que os países em desenvolvimento devem fazer ou propor ações com apoio dos países ricos para atingir uma redução entre 15% e 30% de emissões de gases até 2020. Para os líderes representantes de cada país, essa nova proposta foi considerada animadora para por fim aos embates da negociação.

Por outro lado, enquanto o novo documento pacificou os discursos dos 193 paises participantes, do lado de fora a situação foi bem diferente. Trinta e cinco ativistas do movimento Our Climate - Not Your Business foram presos em manifestação na capital dinamarquesa por suspeitas de cometer atos ilegais.

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