O passado como pesadelo
O título é uma criação perfeita de Zuenir Ventura, no O Globo de hoje, para a coluna em que comenta a entrevista do General Leônidas Pires Gonçalves, concedida a Globo News. A entrevista pode ser asssistida abaixo.
O General foi chefe do DOI-Codi do Exército no Rio de Janeiro (1974-1977), comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA) e do Comando Militar do Sul (CMS). Após a eleição indireta de Tancredo Neves, foi escolhido para ser o seu ministro do Exército, função que exerceu durante a Presidência de Sarney (1985-1989).
A entrevista é chocante pela franqueza e tranquilidade com a qual defende e sustenta as barbaridades da ditadura. Esperemos que as idéias do General e de tantos outros civis e militares permaneçam para sempre como parte dos nossos piores pesadelos.
No próximo sábado vai ao ar a entrevista com o General Newton Cruz, ex- Chefe do Serviço Nacional de Informações, o famigerado SNI.

Indescritível!!!!!!Dói!!!dói!!!! E tá soltinho……
E as chamadas na Globo News para a entrevista do Newton Cruz estão de gelar a alma e ferver o sangue. A hora do pesadelo 2!
Beijos
Como diria a saudosa Dina Sfat, “- Eu tenho medo de general”.
E ela disse isso na cara do Comandante do II Exército de São Paulo, o General Guilermano Monteiro, no programa Canal Livre, lembram?
Eu assisti, Atila. Horrível. O que mais me impressiona é um cara como esse ainda ter poder e influência em nossa sociedade. Ele nunca caiu no ostracismo. A recente tentativa de criação de uma Comissão da Verdade e Justiça continua a ser rejeitada por parte da mídia, congresso e por vários setores da nossa sociedade. Cabe dizer que a ofensiva contra o PNDH teve início com os militares e foi capitaneada por um ministro civil da Defesa (Sr. Nelson Jobim). Uma ofensiva que está unindo diversos setores conservadores com a mídia e busca questionar também mecanismos de democracia participativa, como as conferência nacionais. É triste ver que em tantos anos, pouca coisa mudou.
Caramba, Atila. Assusta mesmo. Mas acho bom ele ter topado. E, por que não dizer, corajoso. Ele sabia que não ia ser mamão com açucar. Enfim. Vamos adiante, olhando pra trás. Pra não ser abalroado.
Boa tarde! Concorod plenamente. Poré não devemos esquecer que este senhor é um “Velho”militar com passagem pela ESG que formava vários Generais da época e civis também em cima de uma idéia de Guerra contra um inimigo (oposição ao governo para nós civis)da pátria. Sustentada pela doutrina de Segurança Nacional que justificava qualquer barbárie.
No entanto, o que chama mais a atenção é que estávamos sob o AI-5, com suspensão de direitos políticos, liberdades civis,censura à imprensa, etc em um contexto de Guerra-Fria. Não fica muito difícil entender a mentalidade so General.
Gostei muito da entrevista do senhor Zuenir Ventura. Porém, acho tb que deviamos nos preocupar com uma questão a meu ver muito importante para uma sociedade que se diz democrática.
O período tratado, era de censura à imprensa com fechamento de jornais (empastelamento), a lei da mordaça, etc. Isto como já disse no contexto da Ditadura Civil-Militar e da Guerra-Fria.
No entanto, hoje assistimos em uma sociedade que se pretende democrática sem censura à imprensa, com todas as liberdades civis em vigor, amparadas na lei à censura gravíssima ao Jornal “Folha de São Paulo” se não me engano; feita por um civil amparado nas leis democráticas. Tudo por que dizia respeito a família de sua Excelência o Ex-presidente José Sarney. Onde fica a liberdade de imprensa e de pensamento e a justiça?
Perdão por algumas impresições na digitação. Digito rápido sem olhar o teclado.