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Eleições analfabetas

analfabetoEstas eleições, assim como as passadas, serão as eleições dos poucos letrados, para não dizer dos que não tiveram acesso à educação formal ou, com menos diplomacia, dos analfabetos. Dos 135,6 milhões de eleitores aptos a votar, 72,5 milhões não completaram o ensino fundamental.

Horário Eleitoral



Tabela 1: Distribuição do eleitorado que não acessou o Ensino Fundamental

Grau de Instrução

Homens

Mulheres

TOTAL

ANALFABETO

3.745.886

4.249.353

7.995.239

LÊ E ESCREVE

10.008.254

9.692.381

19.700.635

ENSINO FUNDAMENTAL INCOMPLETO

22.827.049

22.069.385

44.896.434

TOTAL

36.581.189

36.011.119

72.592.308

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral. Elaboração: Inesc

O universo dos cidadãos e cidadãs que não acessaram, por diversos motivos, o direito a educação, é composto de 7,9 milhões de analfabetos, sendo 4,2 milhões de mulheres e 3,7 milhões de homens. Apenas lêem e escrevem 10 milhões de homens e 9,6 milhões de mulheres. Não completaram o ensino fundamental 22,8 milhões de homens e 22 milhões de mulheres. No caso do acesso a educação os homens acessam menos o direito que as mulheres, sejam por necessidade de trabalhar mais cedo ou por falta de estímulo dos programas governamentais. A diferença nominal entre homens e mulheres atinge quase 600 mil pessoas - é um número expressivo e se não houver uma política de combate a evasão escolar essa diferença tende a crescer.

Tabela 2: Distribuição do eleitorado que acessou o direito a educação

Grau de Instrução

Homens

Mulheres

TOTAL

ENSINO FUNDAMENTAL COMPLETO

5.052.657

5.245.171

10.297.828

ENSINO MÉDIO INCOMPLETO

12.112.421

13.594.603

25.707.024

ENSINO MÉDIO COMPLETO

7.470.369

10.383.463

17.853.832

SUPERIOR INCOMPLETO

1.710.988

2.012.774

3.723.762

SUPERIOR COMPLETO

2.205.266

2.927.823

5.133.089

TOTAL

28.551.701

34.163.834

62.715.535

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral. Elaboração: Inesc

O universo dos cidadãos e cidadãs que tiveram o privilégio de completar os ciclos educacionais formais soma 62,7 milhões de pessoas. Destes, 34,1 milhões são mulheres e 28,5 milhões homens. Completaram o ensino fundamental 5,2 milhões de mulheres e cinco milhões de homens. Não completaram o ensino médio 13,5 milhões de mulheres e 12,1 milhões de homens. Completaram o ensino médio 10,3 milhões de mulheres e 7,4 milhões de homens.
Transposta a barreira do ensino médio, dois milhões de mulheres e 1,7 milhão de homens não conseguiram vencer as barreiras do ensino superior. Por outro lado, 2,9 milhões de mulheres e 2,2 milhões de homens possuem superior completo.
A diferença entre os que acessaram plenamente o direito a educação formal e os que não puderam acessar são de 9,8 milhões de pessoas. Esse universo representa quase duas vezes a população do Rio de Janeiro e 9,3 vezes a população de Campinas. O percentual entre o total das pessoas aptas e as com baixa escolaridade é de 53,6%. Ou seja, a maioria do eleitorado tem sérias deficiências educacionais formais.
Mesmo respeitando a condição cidadã das pessoas não se pode deixar de perguntar: como o Brasil pode avançar democraticamente com uma maioria da população eleitoral semi-analfabeta? Por que esta constatação não leva os parlamentares e autoridades executivas a colocarem a educação como prioridade zero, em vez da segurança pública? Talvez, se a colocasse, a questão da segurança, do desemprego e da saúde, entre outras, não estariam tão na ordem do dia.
Edélcio Vigna, assessor do Inesc

Edélcio Vigna Sem categoria

  1. Lucio Shogun
    24, agosto, 2010 em 17:17 | #1

    Salve, Del.

    Senti firmeza. Que o nosso guerreiro continue
    na sua eterna batalha contra a pobreza brasileira!

    Abração

    Shogas

  2. Cinthia
    7, novembro, 2010 em 17:02 | #2

    Eu não tinha noção de que metade dos eleitores tem este perfil. Estou me sentindo numa bolha das milhares de mulheres que concluíram o ensino superior!

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