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Conferencia de Imprensa com Embaixador da Bolívia

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O Embaixador da República Plurinacional da Bolívia na ONU, apresentou alguns pontos, que para seu governo, são fundamentais para o bom andamento das negociações da COP16, em Cancun:

1) Que o Protocolo de Kyoto, assinado por todos os países membros da ONU, exceto, EUA, seja respeitado. Esta previsto pelo Protocolo um Segundo Período de Compromisso à partir de 2013, segundo o artigo 3.9 do PK.. Na abertura oficial da COP16 vários paises desenvolvidos expressaram descontentamento e discordância sobre o Segundo Período de Compromisso. Essa voz foi enfaticamente apresentada pelo representante japonês. Todos tem que assumir o compromisso pois estão baixo a uma norma internacional.

2) Outro problema sério que está colocando nuvens densas sobre os debates se refere aos números de corte de emissão dos gases de efeito estufa. Nada de novo foi apresentado. Caso os paises não assumam a responsabilidade de corte drástica das emissões a temperatura do Planeta poderá chegar a 4º C .

3) Para cumprirem com os compromissos de corte de emissão os paises ricos estão querendo mais flexibilidade e isto significa abrir caminho para novos mecanismos de mercado. Isso, segundo o Embaixador Pablo Sólon, é inadmissível. O que os paises desenvolvidos querem é que os paises em desenvolvimento acabem os financiando porque será mais barato comprar a redução de emissões nos paises em desenvolvimento do que pagar por isto em seus próprios paises. Os paises ricos precisam reconhecer o direito da Madre Tierra/Natureza que vai de encontro a idéia de mais mercantilização.

4) É preciso que os compromissos fixados no protocolo de Kyoto dos sejam cumpridos. Segundo o inventario de reduções de emissões de gases houve incremento que oscila entre 7% e 8% entre os paises da Europa Ocidental e outros ricos. Entre eles: Austrália aumentou 1,3% ; Áustria aumentou 10% ; Espanha aumentou 42% etc. No total 17 países aumentaram a emissão de gases de efeito estufa e não o contrario conforme deveria estar acontecendo.

5) É preciso baixar a temperatura da Terra abaixo de 2% (1%); reconhecer os direitos da Terra, não só os Humanos tem direitos, mas a natureza também; importante começar um debate sobre um Tribunal de Justiça Climática. Os paises que não cumprirem com o marco legal internacional devem ser punidos.

6) O Presidente Evo Morales virá a Cancun, dia 9 de dezembro para defender a Carta de Direitos da Madre Tierra., manter os resultados das propostas de Cochabamba no texto das negociações e defender o Tribunal Internacional de Justiça Climática.

 

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