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Arquivo de julho, 2011

Movimento Sou Agro… Eu não sou bobo!

20, julho, 2011

banana-prataNestlé,Vale e FIESP são alguns dos parceiros. Os vídeos foram lançados nesta semana com atores da TV brasileira para propagar o agronegócio.

A campanha do movimento Sou Agro, lançada dia 18 de julho, nos principais meios de comunicação mal chegou, já diverge opiniões. Os vídeos publicitários foram realizados com a participação de ícones da televisão brasileira. A intenção é divulgar que o alimento consumido pelo Brasil vem do agronegócio, mas a realidade é bem diferente.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relatam que a agricultura familiar responde por aproximadamente 70% da produção de alimentos básicos consumidos pela população brasileira.

Os vídeos da campanha também estão disponíveis no site de relacionamento youtube, onde é palco de críticas. As opiniões vão de “”Agronegócio” é o nome que deram a um bocado de grileiros e ladrões de terra que tomam financiamento do governo para plantar e nunca pagam nada”, bem como, “discurso falso e manipulador”, ao que se refere à mensagem do movimento. E sobre a agricultura familiar “Quem disse pra essa gente que o agronegócio coloca comida na mesa do brasileiro?! A comida do brasileiro vem da agricultura familiar!!!”

A campanha quer colocar na cabeça do cidadão que as grandes empresas produzem alimentos básicos como: arroz, feijão, mandioca, hortifrutigranjeiros, entre outros. Na realidade o agronegócio não produz alimentos, produz commodities (produtos negociáveis nas bolsas de valores) para o mercado internacional.

Veja aqui os comentários sobre os vídeos da campanha.

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Advogado e jornalista condenado por texto “anti-índios”

18, julho, 2011

imageExpressões usadas em artigo foram consideradas racismo pela procuradoria

O advogado e jornalista, Isaac Duarte de Barros Júnior, foi condenado a dois anos de prisão pela Justiça Federal do Mato Grosso do Sul. O fato ocorreu por causa de um artigo veiculado em dezembro de 2008, nas páginas do jornal “O Progresso”, de Dourados (MS), referente ao ataque à política de demarcação de terras indígenas da Fundação Nacional do Índio (Funai). No artigo, intitulado “Índios e o Retrocesso”, Isaac referiu-se aos índios como “bugrada” e, também, “malandros e vadios”. Em outro trecho, considerado ofensivo, o autor relata que “os índios se assenhoram das terras como verdadeiros vândalos, cobrando nelas os pedágios e matando passantes”. As expressões foram consideradas racismo pela procuradoria.

A justiça deu razão ao Ministério Público e enquadrou o advogado no artigo 20 da Lei 7.716 de 1989, que define os crimes de preconceito de raça ou cor. Chamado a explicar-se perante a 1ª Vara da Justiça Federal de Dourados, Isaac Júnior tentou explicar-se. Atribuiu as idéias expostas no artigo tido por ofensivo a um avô e a programas de TV. A condenação é inédita, mas ainda cabe recurso. Além da ação criminal, a Procuradoria move contra Isaac Júnior uma ação por danos morais. Os Procuradores acreditam que a sentença condenatória vai retirar da gaveta a segunda ação. O Ministério Público estima que o articulista pode ser condenado a indenizar os índios em mais de R$ 30 milhões.

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Professora Amanda Gurgel recusa prêmio de empresários

8, julho, 2011

amanda-gurgel1Professora do Rio Grande do Norte que se tornou heroína pela luta por melhores salários nas redes sociais não aceita prêmio oferecido pela PNBE

O Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE) realizou, no dia 04 de julho de 2011, a entrega do 19º Prêmio Brasileiros de Valor. A professora potiguar Amanda Gurgel recusou o prêmio “Educadora de Valor”. Ela foi indicada para receber o premiação por causa da manifestação realizada, no mês de maio, em audiência pública na assembléia legislativa do Rio Grande do Norte. Na ocasião, ela retratou indignação em relação à educação no Brasil. Este depoimento, postado no site you tube, foi assistido por milhares de pessoas na época.

A professora diz que a premiação é um importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida do País. Mas que aceitá-la significaria renunciar a tudo por que luta, desde 2001, ano que entrou na universidade pública. E apenas dez anos depois, pela força da internet, sua voz foi ouvida. Ela ainda enfatizou que prefere ficar com seus ideais, ao lado dos companheiros e longe dos empresários da educação.

Embora exista desde 1994, esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria.

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