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Governo esquece do Dia Mundial da Alimentação

alimentacaoNo dia Mundial da Alimentação (16 de outubro) diversos países e organizações sociais se mobilizaram para lembrar as populações que vivem em insegurança alimentar crônica. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), dirigida pelo brasileiro, José Graziano, comunicou que existem no mundo mais de um bilhão de pessoas que passam fome. Os países menos desenvolvidos como a África Subsaariana, alguns países asiáticos e sul-americanos em desenvolvimento são os mais atingidos pela fome.
Para este ano a FAO adotou como lema: “Preços dos Alimentos: da crise à estabilidade”. Diversos países se mobilizaram contra a fome.

Na Guatemala, militantes realizaram um jejum voluntário para chamar a atenção sobre a falta de alimentação adequada que matou 6.575 pessoas, em 2010. O capítulo argentino da Articulação Continental dos Movimentos Sociais para Aliança Bolivariana (ALBA) se mobilizou na Praça Congresso em Buenos Aires. A Colômbia realiza, desde o início do mês de outubro, atividades referentes à data.

No Brasil, o Conselho Federal das Nutricionistas (CFN) convocou mobilizações em diversos estados tendo como tema “Fome-Obsidade-Desperdício: não alimente este problema”. A Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo promoverá, nos dias 17 e 18, o seminário: Programas de Alimentação Escolar Sustentáveis como Estratégia e Segurança Alimentar e Nutricional e de Cumprimento do Direito Humano à Alimentação Adequada. A Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional – CAISAN programou junto a TV NBR uma série especial, que foi exibida no dia 16, e duas entrevistas inéditas e uma reprise feita em agosto com o Diretor Geral da FAO, José Graziano.

A FAO declarou que de 2005 a 2008 os preços dos alimentos atingiram o teto máximo em trinta anos e o Banco Mundial que este aumento levou cerca de 70 milhões de pessoas à pobreza extrema – pessoas que vivem com menos de 1,25 dólar por dia.

O governo brasileiro que tem como meta erradicar a pobreza e a fome não programou nenhuma campanha oficial para esta semana. Campanhas educativas de produção, consumo de alimentos adequados e contra o desperdício são importantes no momento em que a crise alimentar ainda não foi equacionada internacionalmente.

Dentre tantas campanhas esportistas e de desenvolvimento, uma contra a fome teria sido politicamente positiva à medida que o presidente da FAO é um brasileiro que foi apoiado para o cargo pelo governo. Uma falha lamentável.

Edélcio Vigna, assessor político do Inesc

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