Alejandro Nadal
Estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera e adaptar-se ao impacto da mudança climática têm custos econômicos muito significativos. Esses custos poderiam ser cobertos a partir da atual postura de política macroeconômica da maioria dos países? Essa é uma pergunta importante em face da enorme escala de recursos implicados num horizonte cronológico constante.
Apesar da crise econômica e financeira global, a maioria dos países capitalistas avançados ainda adota uma visão das políticas macroeconômicas dominada pelas metas abrangentes da estabilidade de preços e da disciplina fiscal. Isso é, de fato, o que hoje está guiando as políticas de resposta à crise na Europa e nos Estados Unidos. Já no mundo em desenvolvimento, o panorama é um pouco mais complicado, mas é justo dizer que a maioria dos países ainda define suas prioridades macroeconômicas em termos que se assemelham muito aos dogmas do neoliberalismo.
Os custos totais da mudança climática são classificados em três itens: mitigação (redução das emissões de GEE), adaptação (atenuação do dano provocado pela mudança climática) e custos residuais. O último termo abrange custos que são inevitáveis, independentemente dos esforços feitos nos primeiros dois itens do custo total. Leia mais…
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Philip Arestis e Malcolm Sawyer
Num artigo recente (de 19 de dezembro de 2011) argumentamos que o novo ‘pacto fiscal’, feito por meio de um acordo entre a União Europeia (UE) e a União Monetária Europeia (UME), que foi firmado na reunião de 8-9 de dezembro de 2011, não vingaria. Com o surgimento de outros detalhes, é claro que a situação é ainda pior do que parecia ser no primeiro momento. Agora fica bem visível que nem os governos dos países da UME nem o Banco Central Europeu (BCE) se empenharam em fazer o suficiente, menos ainda de forma satisfatória. O BCE não está preparado para desempenhar o papel adequado de qualquer banco central, a saber: a função de ‘mutuante de último recurso’. Os governos da UME não fizeram avanços sobre a ideia do ‘eurobônus’, segundo a qual compartilhariam o peso da dívida das economias em problemas. Leia mais…
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Patrick Bond
Com os colapsos econômicos e as calamidades ecológicas que tanto prevaleceram em 2011, ano que concluiu com uma reunião do G20 em Cannes em novembro (na qual pouco se fez) e uma conferência climática em Durban em dezembro (na qual nada se fez), o mês de janeiro começou com um grande temor da deterioração da zona do euro. Nesse contexto de incertezas se aproximam as duas forças mais potentes que darão forma ao que vem pela frente: o processo de acumulação de capital da China e a sua luta de classes.
Devido ao desenvolvimento desigual e misto desse país, dentro de um boom extraordinário podemos observar o início de um fracasso em escala potencialmente mundial, além de batalhas socioeconômicas prodigiosas originadas da base, juntamente com agressões brutais ao meio ambiente, tais como a energia a carvão e a hidrelétrica Três Gargantas (não obstante os avanços excepcionais da chamada ‘economia verde’). Leia mais…
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Matías Vernengo
É cada vez mais comum sugerir que além da catástrofe européia e da lenta recuperação dos Estados Unidos, a China poderia estar à beira do colapso econômico e, juntamente com ela, desapareceria o último baluarte de crescimento na economia mundial. Não apenas o centro está estagnado, mas o entorno da economia global também está muito frágil. Contudo, a probabilidade de uma desaceleração da China é altamente exagerada.
Paul Krugman, que estava certo quanto à necessidade da expansão fiscal nos Estados Unidos e à gestão errada da crise da Grécia pelo Banco Central Europeu (BCE), por exemplo, sugeriu que a China está no meio de uma bolha imobiliária que pode estourar a qualquer momento (vide também Jayati Ghosh e C. P. Chandrasekhar aqui para uma visão similar, embora mais ampla, dos perigos em 2012). Essa visão insinua que o crescimento na China depende fundamentalmente da demanda interna, mas que as bases para a expansão são frágeis. Além disso, sugere que a situação da China está muito parecida com a dos Estados Unidos antes da crise dos Lehman Brothers em setembro de 2008. Leia mais…
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Fander Falconí

Em Durban, África do Sul, estadistas mundiais e diplomatas decidiram não fazer nada sobre a mudança climática. China produz emissões per capita quatro vezes inferiores às dos Estados Unidos (EUA), mas não pode ignorar que as suas emissões por pessoa já estão acima da média mundial. Enquanto isso, os EUA culpam a China e se recusam a aceitar compromissos de redução. Em Durban, os países ricos prometeram dinheiro mas também dióxido de carbono. A América Latina teve posições diferentes.
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