Edélcio Vigna, assessor político do Inesc
O Correio Braziliense publicou uma matéria intitulada “Os Ministérios da Burocracia” (22/2), onde ressalta que os recursos destinados aos salários dos servidores de algumas secretárias nacionais, com status de ministério, são maiores dos que os utilizados para investimentos.
Ao fazer afirmação sobre os recursos, o jornal poderia perguntar por que são as pastas de defesa de direitos que sofrem deste “mal”. E, por que as pastas da Pesca, de Política para as Mulheres, de Igualdade Racial e o de Direitos Humanos estão nesta situação? Leia mais…
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Jayati Ghosh
Por um momento, imediatamente na esteira da Crise Financeira Global do final de 2008, o G20 se manifestou. Este grupo de líderes (autoestilizados) da economia global, representando os governos de nações que contribuem com mais da metade do PIB global, reuniram-se em abril de 2009 para se comprometercom uma resposta coordenada a uma série de ameaças econômicas sem precedentes. Isso não somente cumpriu um papel em evitar um desastre imediato, por meio da implementação de respostas amplamente keynesianas, mas também em prometer ainda mais para o futuro. Esta não foi apenas uma autoimportância vangloriada por parte desses governos. Houve uma genuína ausência de instituições globais suficientemente pequenas a ponto de serem coerentes (algo que não era tão possível nas Nações Unidas, em função do seu tamanho e da sua estrutura), ou mesmo vistas como geralmente confiáveis, flexíveis e conscientes (dada a maneira como o FMI se desacreditou a si mesmo ao atribuir boas notas a tantas economias logo antes delas implodirem financeiramente). Leia mais…
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Edward B. Barbier
Em um artigo da revista Newsweek, Niall Ferguson argumenta que o principal motivo pelo qual os norteamericanos deveriam se preocupar com a crise da dívida europeia é que “o que está acontecendo na Europa hoje poderia, em última análise, acontecer aqui”.
Pois tenho novidades para o professor Ferguson. É que o seu diagnóstico está invertido.
Um motivo importante pelo qual a Europa chegou à sua atual crise de endividamento é que por várias décadas, ela tem emulado o exemplo dos EUA em permanentemente criar uma “cultura de dívida”. Leia mais…
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C.P. Chandrasekhar
Já faz um tempo que as discussões sobre a crise europeia estão focadas na Grécia, mas suas dimensões mais amplas, apesar de reconhecidas, não foram salientadas. Entre essas dimensões, encontrava-se a real possibilidade de uma crise bancária na Europa, uma vez que uma aparada nos créditos bancários aos governos é algo inevitável, como parte da tentativa de resolver a crise. Ainda que os bancos fossem capazes de impedi-la, seriam afetados por uma resolução de moratória.
Se houver uma crise bancária na Europa, acabará não sendo apenas um problema regional, por conta da própria integração financeira global. Também afetaria os mercados emergentes, cujo crescimento é considerado crucial para reforçar “as várias velocidades” da economia global. Leia mais…
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Edélcio Vigna, assessor político do INESC
A mídia tem produzido artigos cujo título exagerado desfoca o verdadeiro sentido do fato. O leitor desprevenido só vai se descobrir enganado ao ler o texto. Assim, é o titulo do artigo “Projeto de lei sobre Redd+ está pronto para ser votado no Senado”, que está postado em diversas redes sociais.
O projeto sobre Redução de Emissões por Desmatamento, Degradação, Conservação e Manejo Florestal, também conhecido como REDD+ ou REDD-Plus, ainda está na fase inicial da tramitação legislativa. O projeto de lei (PL) ainda não foi sequer votado na primeira Comissão Permanente. O Relatório do Senador Ricardo Ferraço, com voto favorável ao Projeto, foi entregue e a matéria está pronta para a Pauta na Comissão, mas não no Senado.
O projeto terá que tramitar em três comissões, sendo que a que tem o poder terminativo é a do Meio Ambiente (CMA). O projeto vai tramitar primeiro pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que dará parecer sobre a constitucionalidade da proposição; em seguida, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), analisará os aspectos financeiros da proposta; e a CMA discorrerá sobre o mérito do projeto de lei. Leia mais…
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