Edward B. Barbier
Em um artigo da revista Newsweek, Niall Ferguson argumenta que o principal motivo pelo qual os norteamericanos deveriam se preocupar com a crise da dívida europeia é que “o que está acontecendo na Europa hoje poderia, em última análise, acontecer aqui”.
Pois tenho novidades para o professor Ferguson. É que o seu diagnóstico está invertido.
Um motivo importante pelo qual a Europa chegou à sua atual crise de endividamento é que por várias décadas, ela tem emulado o exemplo dos EUA em permanentemente criar uma “cultura de dívida”. Leia mais…
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G20 em Foco: Os mercados emergentes e a Europa
C.P. Chandrasekhar
Já faz um tempo que as discussões sobre a crise europeia estão focadas na Grécia, mas suas dimensões mais amplas, apesar de reconhecidas, não foram salientadas. Entre essas dimensões, encontrava-se a real possibilidade de uma crise bancária na Europa, uma vez que uma aparada nos créditos bancários aos governos é algo inevitável, como parte da tentativa de resolver a crise. Ainda que os bancos fossem capazes de impedi-la, seriam afetados por uma resolução de moratória.
Se houver uma crise bancária na Europa, acabará não sendo apenas um problema regional, por conta da própria integração financeira global. Também afetaria os mercados emergentes, cujo crescimento é considerado crucial para reforçar “as várias velocidades” da economia global. Leia mais…
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Edélcio Vigna, assessor político do INESC
A mídia tem produzido artigos cujo título exagerado desfoca o verdadeiro sentido do fato. O leitor desprevenido só vai se descobrir enganado ao ler o texto. Assim, é o titulo do artigo “Projeto de lei sobre Redd+ está pronto para ser votado no Senado”, que está postado em diversas redes sociais.
O projeto sobre Redução de Emissões por Desmatamento, Degradação, Conservação e Manejo Florestal, também conhecido como REDD+ ou REDD-Plus, ainda está na fase inicial da tramitação legislativa. O projeto de lei (PL) ainda não foi sequer votado na primeira Comissão Permanente. O Relatório do Senador Ricardo Ferraço, com voto favorável ao Projeto, foi entregue e a matéria está pronta para a Pauta na Comissão, mas não no Senado.
O projeto terá que tramitar em três comissões, sendo que a que tem o poder terminativo é a do Meio Ambiente (CMA). O projeto vai tramitar primeiro pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que dará parecer sobre a constitucionalidade da proposição; em seguida, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), analisará os aspectos financeiros da proposta; e a CMA discorrerá sobre o mérito do projeto de lei. Leia mais…
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Matías Vernengo
No último fim de semana, notícias inesperadas difundidas pelo Sunday Times afirmavam que o governo chinês estaria disposto a injetar fundos para resgatar o euro. A ideia era que a China compraria grandes quantidades da dívida soberana europeia, e o que era ainda mais bizarro, supostamente em troca de um compromisso maior com a austeridade fiscal. Basicamente, a China almeja ser o novo Fundo Monetário Internacional (FMI). Se for verdade, isso é justamente o que a China e os outros países em desenvolvimento no G20 NÃO deveriam fazer!
Primeiramente, é preciso entender que a crise europeia não é uma crise de dívida típica, já que a dívida da Grécia (e dos outros países periféricos) está denominada em euros, e já que o Banco Central Europeu (BCE), uma instituição europeia, tem o poder de emitir euros se for considerado necessário pelos países membros. Em outras palavras, eles NÃO precisam de yuanes, dólares, ienes ou pesos de qualquer maneira, como seria o caso numa crise de dívida externa [Nesse ponto, veja a entrevista com Jamie Galbraith clicando aqui]. Leia mais…
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Edward B. Barbier
Um novo texto para os blogs da Crise Tripla e da Economia Climática Real a respeito da Conferência de Durban sobre Mudança Climática.
Em um post anterior (Can’t Pay? Won’t Pay!), propus a seguinte pergunta: o que é que a crise da dívida mundial e o aquecimento global têm em comum?
Ambos representam economias esgotando seu patrimônio mais rápido do que ele pode ser recuperado.
No caso da crise da dívida, as economias vêm gastando mais riqueza de que estão acumulando. No caso do aquecimento global, estamos consumindo o capital da natureza e seus serviços vitais a um ritmo alarmante. Em vez de adicionar à riqueza – tanto financeira quanto natural –, as economias continuam a dilapidá-la. Esse problema já vem ocorrendo ao longo da história, embora a tendência a desperdiçar a riqueza econômica e natural tenha acelerado recentemente. Leia mais…
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