Timothy A. Wise, Sophia Murphy

Os picos dos preços mundiais dos alimentos em 2007-2008 serviram como alerta para a comunidade global quanto à inadequação de nosso sistema alimentar mundial. Os preços das commodities dobraram, o número estimado de famintos chegou a um bilhão, e conflitos motivados pela fome se espalharam pelos países em desenvolvimento. Um segundo pico de preços em 2010-2011, que levou à importação mundial de alimentos a uma quantia estimada de 1,3 bilhões de dólares mostrou que, enquanto os líderes mundiais podem agora estar alerta aos problemas, nossos sistemas de agricultura continuam
profundamente falhos.
Várias instituições intergovernamentais respondem vivamente aos alarmes dos preços dos alimentos. Mas os governos mais poderosos continuam resistentes à reforma. Apenas nos últimos dois meses do ano passado, o G-20, a OMC e a Cúpula do Clima de Durban, todos, transformaram grandes oportunidades de ação em pequenos comunicados de pouca importância.
Leia mais…
comunicacaoinesc Sem categoria
Edélcio Vigna, assessor político do Inesc
O Correio Braziliense publicou uma matéria intitulada “Os Ministérios da Burocracia” (22/2), onde ressalta que os recursos destinados aos salários dos servidores de algumas secretárias nacionais, com status de ministério, são maiores dos que os utilizados para investimentos.
Ao fazer afirmação sobre os recursos, o jornal poderia perguntar por que são as pastas de defesa de direitos que sofrem deste “mal”. E, por que as pastas da Pesca, de Política para as Mulheres, de Igualdade Racial e o de Direitos Humanos estão nesta situação? Leia mais…
comunicacaoinesc Sem categoria
Jayati Ghosh
Por um momento, imediatamente na esteira da Crise Financeira Global do final de 2008, o G20 se manifestou. Este grupo de líderes (autoestilizados) da economia global, representando os governos de nações que contribuem com mais da metade do PIB global, reuniram-se em abril de 2009 para se comprometercom uma resposta coordenada a uma série de ameaças econômicas sem precedentes. Isso não somente cumpriu um papel em evitar um desastre imediato, por meio da implementação de respostas amplamente keynesianas, mas também em prometer ainda mais para o futuro. Esta não foi apenas uma autoimportância vangloriada por parte desses governos. Houve uma genuína ausência de instituições globais suficientemente pequenas a ponto de serem coerentes (algo que não era tão possível nas Nações Unidas, em função do seu tamanho e da sua estrutura), ou mesmo vistas como geralmente confiáveis, flexíveis e conscientes (dada a maneira como o FMI se desacreditou a si mesmo ao atribuir boas notas a tantas economias logo antes delas implodirem financeiramente). Leia mais…
comunicacaoinesc Sem categoria
Edward B. Barbier
Em um artigo da revista Newsweek, Niall Ferguson argumenta que o principal motivo pelo qual os norteamericanos deveriam se preocupar com a crise da dívida europeia é que “o que está acontecendo na Europa hoje poderia, em última análise, acontecer aqui”.
Pois tenho novidades para o professor Ferguson. É que o seu diagnóstico está invertido.
Um motivo importante pelo qual a Europa chegou à sua atual crise de endividamento é que por várias décadas, ela tem emulado o exemplo dos EUA em permanentemente criar uma “cultura de dívida”. Leia mais…
comunicacaoinesc Sem categoria
C.P. Chandrasekhar
Já faz um tempo que as discussões sobre a crise europeia estão focadas na Grécia, mas suas dimensões mais amplas, apesar de reconhecidas, não foram salientadas. Entre essas dimensões, encontrava-se a real possibilidade de uma crise bancária na Europa, uma vez que uma aparada nos créditos bancários aos governos é algo inevitável, como parte da tentativa de resolver a crise. Ainda que os bancos fossem capazes de impedi-la, seriam afetados por uma resolução de moratória.
Se houver uma crise bancária na Europa, acabará não sendo apenas um problema regional, por conta da própria integração financeira global. Também afetaria os mercados emergentes, cujo crescimento é considerado crucial para reforçar “as várias velocidades” da economia global. Leia mais…
comunicacaoinesc Sem categoria