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Arquivo da Categoria ‘comunicação’

Criei um monstro

14, outubro, 2011

veja21 Mino Carta, diretor de redação da revista Carta Capital, deu um show em discurso proferido na abertura da 19º Semana de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero. Chico Bicudo comenta, em artigo, os principais pontos da apresentação de Mino. Segundo Chico, Mino deu uma aula sobre elementos e princípios do (bom) jornalismo. Mino afirma que para ser um bom jornalista é preciso se reunir alguns quesitos como: “lidar bem com o vernáculo, desenvolver sólido conteúdo moral, expressar opinião com honestidade e ter espírito crítico”. O diretor da Carta Capital também criticou os donos dos veículos de comunicação e disse que eles não querem pensar em um caminho que passa pela democratização, regulamentação e controle social da mídia. “É procedimento absolutamente normal em outros países democráticos. É indispensável para definir limites e deveres”, afirmou. Sobre a revista Veja, Mino admitiu que criou um monstro. “Veja é hoje monstruosa, hedionda. Eu criei um monstro”, afirmou. Vale ler o artigo

Gisliene Hesse (assessoria de comunicação do Inesc)

comunicação

Lula desqualifica rádios comunitárias na abertura da Confecom

15, dezembro, 2009

Em discurso na abertura da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que só foi convocada por pressão dos movimentos sociais, o presidente Lula se mostrou um profundo desconhecedor do significado das rádios comunitárias.

Após exibir o seu deslumbramento com as possibilidades das novas tecnologias digitais para a comunicação, Lula disse que as rádios comunitárias estão nas mãos de políticos, desqualificando a luta histórica desse movimento em busca de democratização na comunicação.

O discurso de Lula desresponsabiliza o Estado no seu papel de fiscalizador, se tem rádios comunitárias ( e não são só as comunitárias) que estão nas mãos de políticos o Estado tem o poder de fiscalizar para que isso não ocorra.

Celso Schoreder, presidente do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, lembrou que a luta pela democratização tem um herói, o gaúcho Daniel Herz. “A sociedade pavimentou o caminho até aqui”, disse Celso, que chamou os filhos de Herz para uma homenagem póstuma. Ele defendeu o fim da criminalização das Rádios Comunitárias e disse que o Brasil não pode mais admitir que a liberdade de expressão seja apenas para alguns setores da sociedade.

O presidente foi aplaudido ao dizer que lastimava a ausência de setores empresariais que não vieram à conferência com medo da discussão. Já o Ministro Hélio Costa e o presidente do Grupo Bandeirantes, Jonny Saad, foram vaiados por parte da plenária…

Movimentos sociais em conflito

Depois da abertura solene ocorreu uma plenária dos movimentos sociais. A reunião mostrou a fragilidade do entendimento entre as organizações, que se acusaram mutuamente, principalmente, por algumas aceitarem as condições do empresariado para a conferência. Ativistas do Intervozes e de outros setores mais autônomos acusaram a CUT, FENAJ, FITTERT e ABRAÇO de cederem e “trairem” os demais movimentos, ao aceitarem novo acordo com governo e empresários que determina o quórum qualificado e a adoção de “temas sensíveis” também nos GTs, que iniciam hoje à tarde. Várias entidades abandonaram a plenária antes do final.

A primeira conferência de comunicação não podia ter começado pior.

(José Antonio Moroni)

comunicação, democracia