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Arquivo da Categoria ‘cultura e política’

Poesia, música e mamulengo…

4, setembro, 2009

Além dos debates, o segundo dia do Seminário Cultura e Protagonismo Social na América Latina está repleto de atrações culturais.

Antes do almoço, Hamilton Faria (do Instituto Pólis) conduziu o grupo a uma experiência diferente: a “escuta poética”. Com todos de olhos fechados e iluminação reduzida, versos poéticos abaixo eram repetidos três vezes.

Pintou estrelas
No muro
E teve o céu
Ao alcance das mãos
(Helena Kolody)

O brilho da lâmpada
No interior da morada
Empalidece as estrelas
(Helena Kolody)

A morada do homem é o extraordinário
(Heráclito)

Morava na alegria
E nunca mais morreu
(Hamilton Faria)

Alguma coisa estranha
Acontece quando se toca em gente
Experimente
(Ulisses Tavares)

Para quem viaja ao encontro do sol
É sempre madrugada
(Helena Kolody)

Eu sou só isso
Mas tudo isso
Eu sol?
(Hamilton Faria)

Apresentação artística

No retorno do almoço, uma grata surpresa aguarda os presentes. O grupo Mamulengos sem fronteiras, do Ponto de Cultura Invenção Brasileira, de Taguatinga (DF) fez uma apresentação regada a música, boas tiradas e muita diversão.

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Parlamentar paraguaia apoiará projetos culturais para o Mercosul

4, setembro, 2009

mirtha-palaciosA parlamentar paraguaia Mirtha Palácios abriu a primeira mesa de debates de hoje (04), cujo o tema é Pontos de Cultura para o outro lado da fronteira. Ela ressaltou que a cultura fronteiriça é muito rica e que, da mesma forma que a geografia faz com os povos se toquem, esta proximidade faz com que os povos carreguem dentro de si parte da cultura do país vizinho. “Todo país tem sua cultura. E todos têm arraigados em si um pouco da cultura do outro. Isto só fortalece os povos dos países que fazem parte do Mercosul”, declarou.

Ela salientou que nas reuniões do Parlasul a questão cultural é sempre colocada como uma forma de desenvolvimento sustentável. Para ela, os empreendimentos culturais são muito importantes para um povo e a cultura pode aumentar a integração regional. “Por tudo isso, vejo os pontos culturais de fronteira como algo extremamente importante para o Mercosul”, frisou.

“Comprometo-me a apoiar os projetos de cultura no Parlamento do Mercosul”, declarou. Mirtha também disse que o poder legislativo pode fazer muito pela cultura da região do Cone Sul. Isso porque os marcos legais são essenciais para que se possa defender e alavancar nossas raízes culturais. Ao final, Mirtha foi felicitada como representante de todos os paraguaios e recebeu uma saudação Nagô e com a música O que é, o que é?, do cantor e compositor Gonzaguinha, cantada por todo auditório.

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Qual é o objetivo do Seminárío?

4, setembro, 2009
A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), representante brasileira no Parlasul, e a diretora do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), Iara Pietricovsky, falam sobre o objetivo e a relevância do Seminário. O evento reúne, em Brasília (DF), pessoas do Brasil, da Argentina, do Uruguai, do Paraguai e da Bolívia.

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Atila Roque Sem categoria, cultura e política

Teatro abre segundo dia de Seminário

4, setembro, 2009

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O segundo dia do Seminário Cultura e Protagonismo Social na América Latina começa com alerta e criatividade. Chamando a atenção do público para o desafio global das mundanças climáticas, o grupo teatral  ”Scrachados ” incitou o debate sobre o tema.

O grupo é formado por adolescentes de diversas regiões do Distrito Federal. O objetivo da apresentação é estimular o debate sobre os problemas sociais e ambientais a partir da estimulação da consciência crítica do espectador.

Acompanhe aqui o segundo dia de debates!

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Chega ao fim o primeiro dia do Seminário

3, setembro, 2009
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Apresentação do artista Chico Simões no encerramento do 1º dia.

Em um dia bastante movimentado e produtivo, o Seminário Cultura e Protagonismo Social na América Latina contou com a presença de artistas, representantes de organizações sociais, parlamentares, estudantes e membros de Pontos de Cultura de vários estados brasileiros. De outras nações, participaram pessoas do Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia.

Tanta diversidade e integração só podiam mesmo dar um resultado expressivo. Em pauta, foram contempladas questões como o papel do Parlamento do Mercosul (Parlasul); a relação entre cultura e sustentabilidade ambiental; a arte como instrumento de ressocialização ou de inserção social; apresentações de documentários; direitos humanos; entre outras. Até a aplicação de recursos do pré-sal brasileiro em projetos culturais chegou a ser mencionada.

No entanto, o foco central do encontro não foi desviado. Em diversas oportunidades - tanto nas falas dos palestrantres quanto nos questionamentos feitos durante os debates - a questão da aplicação, do funcionamento e do financiamento de iniciativas semelhantes aos Pontos de Cultura no âmbito dos países que integram o Mercado Comum do Sul foi lembrado.

Aliás, como reforçou Iara Pietricovsky, diretora do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), o objetivo do Seminário é que as proposições definidas ali sejam transformadas em projetos de lei. O destino desses documentos serão as casas legislativas nacionais e o próprio Parlamento do Mercosul, que ainda este ano receberá o anteprojeto de lei sobre a criação dos Pontos de Cultura nos países que integram o Mercosul.

Para isso, a parceria de parlamentares comprometidos com a causa é fundamental. E, pelo o que foi visto no primeiro dia do Seminário, isso não será problema. A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), o deputado José Paulo Tóffano (PV-SP) e o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) não só marcaram presença no encontro como se colocaram à disposição para serem parceiros, enquanto representantes brasileiros no Parlasul. Além deles, o próprio presidente da casa legislativa, o parlamentar uruguaio Juan José Domínguez, se colocou à disposição para contribuir com o que for necessário. Afinal, como reforçou a senadora Marisa Serrano, a cultura é um direito humano e precisa ser reconhecida como tal.

E se alguém dentre os presentes ainda tinha alguma dúvida sobre o poder de transformação social da cultura, certamente essas dúvidas foram sanadas diante das falas de Wal Mayans, Inés Sanguinetti e Karin Acioly. Eles mostraram que seja no Paraguai, na Argentina ou no Brasil, a arte é uma ferramenta estratégica que pode fazer a diferença na vida da população latino-americana, especialmente na parcela tradicionalmente excluída do acesso a bens e serviços dessa natureza.

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