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Arquivo da Categoria ‘indígena’

Grupo de estudos avaliou impactos de Belo Monte

1, dezembro, 2009

francisco_hernandesA criação de um grupo de estudo para avaliar o impacto ambiental da obra de Belo Monte foi o foco da fala de Francisco Hernandes, engenheiro elétrico da Universidade de São Paulo (USP). Ele contou que a pedido da Eletronorte, Eletrobrás e Camargo Correia o grupo avaliou, ao longo de dois meses, 18 mil páginas que tratavam dos impactos ambientais em Belo Monte. “Levantamos vários pontos falhos. Fizemos o estudo com dois objetivos: 1) ajudar a população local a participar de maneira crítica nas reuniões; e 2) divulgar as consequências do empreendimento para as comunidades atingidas”.

Para o pesquisador, o caso de Belo Monte é um exemplo de como a discussão do impacto ambiental ainda não está acontecendo. “Alguns resultados só foram apresentados para a gente dois dias antes da audiência pública que aconteceu em Altamira (PA). Queremos uma discussão mais densa, porém pública. Então, este consórcio de construção não elevou a discussão”, declarou Hernandes.

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Debate segue com foco na ausência da voz dos atingidos

1, dezembro, 2009

sandra-cureauA coordenadora da 4ª Câmara do Ministério Público Federal para Assuntos de Meio Ambiente, Sandra Cureau, afirmou que ainda não há como mensurar todos os impactos negativos que podem ser causados pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. “A sociedade tem que conhecer os impactos socieconômicos e de transmissão, além do impacto ambiental que serão produzidos neste local. No entanto, até agora a visão é fragmentada”. Ela também ressaltou que está havendo um número grande de concessões para obras pelo Ibama. “Isto se se deu por vários fatores. Um deles é a pressão política”, avaliou.

Em seguida, a vice-procuradora geral da República, Débora Duprat, reforçou o fato de a população ribeirinha praticamente não ter sido ouvida. “O Banco Mundial só financia projetos deste tipo se for observada a sustententabilidade do grupo. No entanto, estão passando este projeto para fases seguintes sem observar os detalhes”. E completou: “me dói o coração pensar que estas cachoeiras e rios maravilhosos posssam se perder! É preciso que o governo se dê conta de que estas obras podem causar danos ambientais muitos grandes e danos maiores ainda à vida das pessoas. Por isso estamos aqui pedindo explicações”.

ubiratan_cazettaPara o procurador da República no Pará, Ubiratan Cazetta, a falta de participação da população no processo mostra falha na democracia. “Até existem audiências nas localidades, mas elas não são bem divulgadas. No entanto, o que fica é a aparência de que argmento foi discutido”. Para ele, deve-se questionar o movimento daqueles que defendem as hidrelétricas como se não houvessem outras formas mais limpas de geração de energia a serem consideradas.

 

rodrigo_timoteoJá o procurador da República em Altamira (PA), Rodrigo Timóteo, lamentou o ruído de comunicação que impede que a voz dos mais prejudicados seja ouvida. “Nesta falha do diálogo, estamos agindo para garantir a participação efetiva dos índios. A Funai agiu covardemente quando disse aos indígenas que a audiência não era uma oitiva e no documento final foi assim colocado. Mas a população local está aqui para lutar e para ser ouvida”.

 

Retomando a questão do financiamento levantada por Débora, o técnico de infra-estrutura do BNDES, André Luiz Rondon, afirmou que a instituição somente financia projetos regulares, independente de ser um banco estatal ou não. “O BNDES facilita crédito para projetos de infra-estrutura para minimizar os impactos que possam vir a acontecer. Neste sentido, observamos a lei e o impacto para os ribeirinhas”.

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Protesto dos movimentos sociais

1, dezembro, 2009

antonia_melo1Antônia Melo, coordenadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre, começou enfática a sua fala: ”durante esse tempo não tivemos o direito de ser ouvidos”. Mais do que isso, ela declarou que a voz dos indígenas pouco importou aos governos e reforçou a inviabilidade do empreendimento a partir de análises técnicas. “É um empreendimento destruidor. É uma catástrofe para os habitantes da região”.

“Estas áreas estão sendo destruídas por estes empreendimentos. No entanto, declaramos que não vamos deixar a destruição acontecer. Vamos lutar até o último índio”, disse. ”A gente quer um país de todos. Para isso, todos tem que ser ouvidos. Não somos um qualquer. Somos os verdadeiros donos desta terra”, concluiu.

marcos_apurinaEm seguida, o coordenador da Coiab no Amazonas, Marcos Apurinã , ressaltou que a luta contra a obra vai continuar independente de algumas autoridades não estarem presentes na audiência. Ele lembrou que no Xingu existem ainda muitas aldeias indígenas que só se alimentam de peixe. “Se o peixe acabar, os índios morrem”. E finalizou: “se o governo não quer nos ouvir, paciência. Daí também não teremos mais o que falar…”.

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Vice-procuradora abre audiência sobre Belo Monte

1, dezembro, 2009

debora_dupratA vice-procuradora geral da República, Débora Duprat, abriu a audiência pública sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte explicando que, apesar da antecedência com que foi planejada e da confirmação de autoridades, alguns atores estratégicos, como a Eletrobrás e a Funai, faltaram ao debate que se inicia em Brasília (DF).

“A ideia era ter as autoridades governametais respondendo as dúvidas e também garantir que as populações desta região tivessem voz em âmbito nacional”, declarou. E completou: “o grande propósito era discutir isso e o próprio projeto em si. Afinal, este é o momento de dar explicações aos indígenas atingidos”. 
 
Apesar das ausências, Débora ressaltou a presença de membros do governo e estudiosos para os quais poderiam ser dirigidas diversas questões.

Em seguida, a vice-procuradora geral leu a carta escrita pelos movimentos sociais do Xingu e endereçada ao presidente Lula. Nela, a viabilidade da obra é questionada tanto do ponto de vista econômico quanto das perspectivas ambiental, social, técnica e cultural.

Ao final da leitura, os participantes aplaudiram muito.

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Começa audiência pública sobre Belo Monte

1, dezembro, 2009

audiencia_belo-monteA construção da usina hidrelétrica de Belo Monte,  no rio Xingu (PA), está sendo debatida neste momento em audiência pública no auditório da Procuradoria Geral da República (PGR). A audiência é resultado de pedidos de diversos grupos indígenas e movimentos de direitos indigenas e tem como objetivo esclarecer dúvidas e garantir o direito de voz da população da região atingida pela construção.

Acompanhe aqui os principais pontos debate!

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