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Arquivo da Categoria ‘Inesc’

Sobre o Aquecimento Global e a Mobilização Solidária e pela Paz

14, maio, 2009
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Cada dia que passa o tema ambiental, e em especial, a questão do aquecimento global, assumem proporções alarmantes. Isso se dá, não só em função do estrago que as mãos humanas estão fazendo sobre a terra, mas também pela lentíssima resposta dos governos e grandes empresas. Donos da decisão política e do capital necessários para parar o desastre que estamos testemunhando.

Após ter participado, em 2008, de um ciclo de debates promovidos pela Fundação Avina, com intuito de projetar os cenários do Brasil e do mundo para 2030, tomei conhecimento mais aprofundado do tamanho do problema. Saí com a informação de que a Antártica, na sua plataforma oeste, estava tendo um aquecimento acelerado, enquanto que a plataforma leste congelava. Essa era de fato, a evidência aceita pelos cientistas que vêm estudando o aquecimento do Planeta à época. Isso de certa maneira, equilibrava a situação de acelerado degelo da parte oeste da Antártica.

Recentemente, entretanto, li um artigo escrito por David Perlman, editor da revista Chronicle Science, de janeiro de 2009, dizendo o contrário. Perlman, cita a reportagem publicada no jornal Nature, escrita pelo estudioso do clima, Eric J. Steig da University of Washington e da Drew Shindell da NASA’s Goddard Institute for Space Studies, onde diz que pela primeira vez foram feitos estudos que combinaram o uso de satélites com mais de 100 estações de medição do tempo, com presença de pesquisadores no local e outras só com medição por meio de instrumentos, ambas no interior e em toda costa do continente, com o objetivo de determinar as tendências da temperatura dos últimos 50 anos em todo o continente Antártico.

A aferição e combinação dos dados obtidos nas estações, com os dados dos satélites e os dados obtidos no final dos anos 50, permitiram conclusões importantes sobre a aceleração do degelo, nas diferentes partes do continente Antártico.

A conclusão, depois de longo debate, é que a temperatura do continente Antártico esta, gradualmente, se elevando desde 1957. O lado oeste, já evidenciava o aquecimento e seu degelo acelerado, nas últimas cinco décadas. A novidade é que o lado leste, que acreditava-se que estava em processo de congelamento, na verdade, também vem se aquecendo, só que em ritmo mais lento.

Esta nova evidencia, reafirma que a ação humana atua fortemente na aceleração do aquecimento da temperatura do pólo Antártico. Na visão dos cientistas, o efeito estufa, causado pela emissão de gás carbônico na atmosfera terrestre (greenhouse gases) é fruto da ação das indústrias, queimadas e exploração de madeira em florestas primárias, agricultura extensiva, na maioria dos outros continentes, sobre a Antártica.

Os cientistas concluíram que nestes 50 anos houve um aumento de meio grau Celsius ou um grau Fahrenheit. Isso pode parecer pouco, mas olhando na perspectiva do aquecimento que corre acelerado, se chegarmos a um aumento de dois graus Celsius até o fim deste século poderá alterar significativamente a geografia da Terra.

E é fato também que os mais afetados são os continentes onde se encontram os países mais pobres ou em desenvolvimento (conforme classificação dos países ricos.

Diante desses fatos, quais deveriam ser as prioridades dos nossos governos? Qual deveriam ser as discussões e temas fundamentais para o debate público? Como deveríamos reorganizar o setor produtivo? Como garantir que direitos sejam efetivados em uma nova ordem mundial sustentável? Onde estão colocando o dinheiro público que todos contribuímos?

Imagino que exista um terceira força, pouco computada, que é a do cidadão e da cidadã, habitantes deste Planeta, destes países e povos. Essa luta merece uma mobilização massiva. Ela tem implicações em nossos vidas, essa mobilização exige uma crença absoluta em valores solidários e pacíficos de convivência. Lutar com firmeza por uma nova ordem mundial, porém,”sem perder a ternura’.

Iara Pietricovsky – Colegiado de Gestão do INESC.

Ivone Melo Inesc

E tudo começou com a cultura!

29, janeiro, 2009
Apresentação conjunta do rapper Gog, da cantora e compositora Ellen Oléria e da artista argentina do grupo Maria Marta, Malena.

Apresentação conjunta do rapper Gog, da cantora e compositora Ellen Oléria e da artista argentina do grupo Maria Marta, Malena.

Lucídio Bicalho (INESC)
Marcia Acioli (INESC)

O 9º Fórum Social Mundial teve início neste dia 27 de janeiro com a marcha de abertura pelas ruas de Belém (PA), cidade sede do encontro. A abertura foi marcada pela diversidade de rostos, o que é típico deste que é o mais importante encontro dos movimentos sociais do planeta.
Entretanto, teve destaque a participação dos povos indígenas. E não poderia ser diferente, pois os temas principais do 9º FSM são a defesa do meio-ambiente  e da floresta amazônica, o aquecimento global  e os povos indígenas.
A marcha e o palco de abertura demonstraram esse enfoque. Destacaram-se dezenas de índios caracterizados correndo pelas ruas armados com arco e flecha! Ao final, no palco, revezaram diferentes etnias, havendo a participação de índios de diferentes países da América Latina. Foi um show de cores, diversidade, música e idiomas.
O show no 2º dia foi uma prévia das atividades culturais da ALACP (Articulação Latino-Americana Cultura e Política).         nos dias 30 e 31 no ginásio da Universidade Federal Rural Amazônica- UFRA.
Destacou-se a apresentação conjunta do rapper Gog, da cantora e compositora Ellen Oléria e da artista argentina do grupo Maria Marta, Malena. Debaixo de um sol escaldante, o público se deliciou com a forte mensagem política da música destes três artistas. Foi a primeira apresentação conjunta deles que, a despeito do rápido ensaio dentro da van que nos levou, houve grande sintonia estética que fez o público vibrar.  Sorte de quem os acompanhou e ouviu “palhinhas” de diversas outras canções.
O show do dia 30 no Geospace da  UFRA promete. A intervenção dos artistas é prova contundente de que a cultura e política são essencialmente articuladas. Essa é aposta do Inesc e da ALACP que inovam na agenda do FSM com esse debate.
Participaram entusiasmados,  tanto no primeiro quanto no 2º dia, a equipe do Inesc (Ana Paula, Ricardo Santana, Iara Pietricovsky, Lucídio Bicalho, Márcia Acioli e as adolescentes Raíssa Sampaio, Aline Maia, além dos representantes do ALAPC.

Atila Roque Fórum Social Mundial, Inesc, cultura e política

Henfil Vive!

28, janeiro, 2009

Música com tempero social e político no Fórum

28, janeiro, 2009

Edição de 28/01/2009
http://www.orm.com.br/amazonia/

O rapper brasiliense GOG e o grupo argentino Actitud María Marta apresentam nesta sexta-feira (30), às 19h, no palco Geospace da UFRA, show dentro da programação do Fórum Social Mundial. Antes GOG faz um pocket-show hoje, pela manhã, no palco 2 da Universidade Federal do Pará (UFPA), o outro local que é sede do FSM. As apresentações têm entrada franca para quem se cadastrou previamente no evento.

Os artistas vem a Belém por meio da programação promovida pela Articulação Latino-Americana: Cultura e Política (ALACP), dentro do FSM. Tal qual a proposta do Fórum, tanto o GOG quanto o grupo Actitud María Marta são artistas de magnitude política, com o propósito de usar a música e a arte, de forma geral, como instrumento de mudança social e política, junto as suas típicas rimas do rap e letras engajadas.

Um dos grandes nomes do hip-hop brasileiro, com 25 anos de carreira, o rapper GOG é considerado por muitos o ‘poeta do rap nacional’. Vencedor do prêmio Hutuz - o mais prestigiado prêmio do hip-hop brasileiro - em 2007, ganhando quatro prêmios pelo disco ‘Aviso as Gerações’. O artista, que já lançou nove discos, já contou com diversas parcerias com artistas consagrados do cenário musical brasileiro como Lenine, Gerson King Combo, Maria Rita, entre outros.

Vindo diretamente da Argentina, o trio feminino Actitud María Marta traz rap misturado com estilos como tango e reggae. Tal qual o rapper brasileiro, as meninas do grupo também trazem letras engajadas em suas músicas e já participaram de diversos festivais políticos, como o Festival Mundial de la Juventud (Venezuela), Cumbre de los Pueblos (Argentina) e o próprio Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Informações: (91) 3230-2326.

Atila Roque Fórum Social Mundial, Inesc, cultura e política

Profissionais lançam declaração da Saúde em Belém

28, janeiro, 2009

Edição de 28/01/2009
http://www.orm.com.br/amazonia/

Movimentos Sociais lançaram ontem a Declaração da Saúde de Belém. O documento - que dentre outras propostas lança a campanha pelo reconhecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) como patrimônio da humanidade - nasce com a difícil missão de balizar a construção de uma política que cicatrize as feridas deixadas pelo neoliberalismo no mundo. A plenária que decidiu pela carta fechou a programação da 3ª Edição do Fórum Mundial de Saúde, que começou no dia 25 e terminou ontem, na Universidade do Estado do Pará.

A rejeição ao atual modelo de desenvolvimento econômico, aliás, é um dos maiores princípios da carta. ‘A crise econômica que o mundo está assistindo veio para mostrar que o modelo neoliberalista não é um modelo sustentável para todos. É excludente socialmente, economicamente e ambientalmente falando. É um sistema que não liga para a dignidade das pessoas’, afirmou um dos organizadores da 3ª Edição do Fórum Social Mundial de Saúde (FSMS), Valdevir Both.

Ele ressalta ainda que a crise econômica mundial abriu uma grande brecha para repensar o sistema de saúde no mundo. ‘Acredito que uma nova concepção será pensada. Hoje, muitos presidentes, como o próprio presidente Lula, optou pelo Fórum Social Mundial ao Fórum de Davos. Isso só reforça um processo de resistência ao que está posto’, afirmou Both, ressaltando que outro medidor da importância desta discussão é o número de participantes do FSMS. Dos 800 participantes estimados inicialmente, o evento em Belém reuniu mais de 2 mil pessoas.

Outro ponto que consta na Carta assinada ontem é o compromisso de realização da 1ª Conferência Mundial sobre Sistema Universal de Saúde e Seguridade Social. O evento, que vai envolver representantes de mais de 50 países, será realizado ao final do ano, em Brasília.

Para Both um dos principais gargalos da saúde no mundo é a dificuldade de acesso das pessoas aos serviços. E um grande exemplo disso, diz ele, é o sistema de saúde dos Estados Unidos, que deixa fora da rede de assistência mais de 50 milhões de pessoas.

‘Apesar de todos os problemas, o modelo de atendimento aplicado pelo SUS ainda é o mais próximo do ideal, porque traz em sua concepção valores como a universalidade dos direitos e a integralidade’, defendeu.

Atila Roque Fórum Social Mundial, Inesc, saúde