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Rico é menos taxado no Brasil do que na maioria do G20

18, março, 2014

Homem rico & pobre homem
Reclamar dos impostos é hábito comum da elite brasileira. Mas uma comparação internacional mostra que a parcela mais abastada da população não paga tantos tributos assim. Estudos indicam que são justamente os mais pobres que mais contribuem para custear os serviços públicos no país.

Levantamento da PricewaterhouseCoopers (PWC) feito com exclusividade para a BBC Brasil revela que o imposto de renda cobrado da classe média alta e dos ricos no Brasil é menor que o praticado na grande maioria dos países do G20 – grupo que reúne as 19 nações de maior economia do mundo mais a União Europeia.

A consultoria comparou três faixas de renda anual e nas três comparações os brasileiros pagam menos imposto de renda do que a maioria dos contribuintes dos 19 países do G20.

Nas duas maiores faixas de renda analisadas, o Brasil é o terceiro país de menor alíquota. O contribuinte brasileiro que ganha mensalmente, por exemplo, cerca de R$ 50 mil fica com 74% desse valor após descontar o imposto. Na média dos 19 países, o que resta após o pagamento do imposto é 67,5%.

As maiores alíquotas são típicas de países europeus, onde há sistemas de bem estar social consolidados, mas estão presentes também em alguns países emergentes.

Na Itália, por exemplo, praticamente metade da renda das pessoas de classe média alta ou ricas vai para os cofres públicos. Na Índia, cerca de 40% ou mais, assim como no Reino Unido e na África do Sul, quando consideradas as duas faixas de renda mais altas em análise.

Leia a matéria na íntegra:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/03/140313_impostos_ricos_ms.shtml

Fonte: BBC

Inesc, orçamento

Câmara dos deputados lança cartilha de fiscalização financeira e controle do dinheiro público

24, janeiro, 2014


A Câmara lançou recentemente a 4ª edição da cartilha de fiscalização financeira e controle. Ela é um manual de exercício da cidadania, que apresenta de forma didática mecanismos de acompanhamento do uso do dinheiro público e formas de denunciar irregularidades. A intenção é fortalecer a mensagem que a tarefa de fiscalizar os recursos públicos cabe a toda a sociedade e pode ser feito por qualquer cidadão.

Na administração pública, a fiscalização financeira é destinada a órgãos de controle interno dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo, além de outros. Colaborando para o trabalho dessas entidades, o Inesc disponibiliza as ferramentas  Orçamento ao seu Alcance e  SIGA Brasil, na qual o Inesc contribui no banco de informações. Ambas sintetizam informações atualizadas e mensais sobre o desembolso financeiro dos ministérios e demais órgãos federais, e disponibilizam bases de dados sobre planos e orçamentos públicos, por meio de uma única ferramenta de consulta.

Leia a cartilha aqui

Inesc, orçamento

De olho no Orçamento: ferramentas facilitam a busca por informações

21, janeiro, 2014


O Correio Braziliense publicou a matéria “Um país carente de espaços para diversão”sobre a ausência de espaços de lazer, convivência e cultura nas periferias das metrópoles brasileiras. No texto o jornalista utiliza dados sobre o orçamento que são fruto do trabalho desenvolvido pelo Inesc. Veja aqui a matéria completa

Qualquer cidadão que tiver interesse em dados sobre o orçamento poderá buscar informações em duas ferramentas das quais o Inesc visa contribuir para a transparência do orçamento e participação social.

Uma delas é o portal Orçamento ao seu Alcance, espaço que  tem como objetivo visualizar o orçamento federal de forma mais simples. Ele sintetiza informações atualizadas e mensais sobre o desembolso financeiro dos ministérios e demais órgãos federais.

Outra fonte é o SIGA Brasil – um sistema de informações sobre orçamento público, que permite acesso amplo e facilitado ao SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira) e a outras bases de dados sobre planos e orçamentos públicos, por meio de uma única ferramenta de consulta. O Inesc colabora com os dados do sistema.

Inesc, orçamento

Sobre o Aquecimento Global e a Mobilização Solidária e pela Paz

14, maio, 2009
www.google.com.br

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Cada dia que passa o tema ambiental, e em especial, a questão do aquecimento global, assumem proporções alarmantes. Isso se dá, não só em função do estrago que as mãos humanas estão fazendo sobre a terra, mas também pela lentíssima resposta dos governos e grandes empresas. Donos da decisão política e do capital necessários para parar o desastre que estamos testemunhando.

Após ter participado, em 2008, de um ciclo de debates promovidos pela Fundação Avina, com intuito de projetar os cenários do Brasil e do mundo para 2030, tomei conhecimento mais aprofundado do tamanho do problema. Saí com a informação de que a Antártica, na sua plataforma oeste, estava tendo um aquecimento acelerado, enquanto que a plataforma leste congelava. Essa era de fato, a evidência aceita pelos cientistas que vêm estudando o aquecimento do Planeta à época. Isso de certa maneira, equilibrava a situação de acelerado degelo da parte oeste da Antártica.

Recentemente, entretanto, li um artigo escrito por David Perlman, editor da revista Chronicle Science, de janeiro de 2009, dizendo o contrário. Perlman, cita a reportagem publicada no jornal Nature, escrita pelo estudioso do clima, Eric J. Steig da University of Washington e da Drew Shindell da NASA’s Goddard Institute for Space Studies, onde diz que pela primeira vez foram feitos estudos que combinaram o uso de satélites com mais de 100 estações de medição do tempo, com presença de pesquisadores no local e outras só com medição por meio de instrumentos, ambas no interior e em toda costa do continente, com o objetivo de determinar as tendências da temperatura dos últimos 50 anos em todo o continente Antártico.

A aferição e combinação dos dados obtidos nas estações, com os dados dos satélites e os dados obtidos no final dos anos 50, permitiram conclusões importantes sobre a aceleração do degelo, nas diferentes partes do continente Antártico.

A conclusão, depois de longo debate, é que a temperatura do continente Antártico esta, gradualmente, se elevando desde 1957. O lado oeste, já evidenciava o aquecimento e seu degelo acelerado, nas últimas cinco décadas. A novidade é que o lado leste, que acreditava-se que estava em processo de congelamento, na verdade, também vem se aquecendo, só que em ritmo mais lento.

Esta nova evidencia, reafirma que a ação humana atua fortemente na aceleração do aquecimento da temperatura do pólo Antártico. Na visão dos cientistas, o efeito estufa, causado pela emissão de gás carbônico na atmosfera terrestre (greenhouse gases) é fruto da ação das indústrias, queimadas e exploração de madeira em florestas primárias, agricultura extensiva, na maioria dos outros continentes, sobre a Antártica.

Os cientistas concluíram que nestes 50 anos houve um aumento de meio grau Celsius ou um grau Fahrenheit. Isso pode parecer pouco, mas olhando na perspectiva do aquecimento que corre acelerado, se chegarmos a um aumento de dois graus Celsius até o fim deste século poderá alterar significativamente a geografia da Terra.

E é fato também que os mais afetados são os continentes onde se encontram os países mais pobres ou em desenvolvimento (conforme classificação dos países ricos.

Diante desses fatos, quais deveriam ser as prioridades dos nossos governos? Qual deveriam ser as discussões e temas fundamentais para o debate público? Como deveríamos reorganizar o setor produtivo? Como garantir que direitos sejam efetivados em uma nova ordem mundial sustentável? Onde estão colocando o dinheiro público que todos contribuímos?

Imagino que exista um terceira força, pouco computada, que é a do cidadão e da cidadã, habitantes deste Planeta, destes países e povos. Essa luta merece uma mobilização massiva. Ela tem implicações em nossos vidas, essa mobilização exige uma crença absoluta em valores solidários e pacíficos de convivência. Lutar com firmeza por uma nova ordem mundial, porém,”sem perder a ternura’.

Iara Pietricovsky – Colegiado de Gestão do INESC.

Inesc

E tudo começou com a cultura!

29, janeiro, 2009
Apresentação conjunta do rapper Gog, da cantora e compositora Ellen Oléria e da artista argentina do grupo Maria Marta, Malena.

Apresentação conjunta do rapper Gog, da cantora e compositora Ellen Oléria e da artista argentina do grupo Maria Marta, Malena.

Lucídio Bicalho (INESC)
Marcia Acioli (INESC)

O 9º Fórum Social Mundial teve início neste dia 27 de janeiro com a marcha de abertura pelas ruas de Belém (PA), cidade sede do encontro. A abertura foi marcada pela diversidade de rostos, o que é típico deste que é o mais importante encontro dos movimentos sociais do planeta.
Entretanto, teve destaque a participação dos povos indígenas. E não poderia ser diferente, pois os temas principais do 9º FSM são a defesa do meio-ambiente  e da floresta amazônica, o aquecimento global  e os povos indígenas.
A marcha e o palco de abertura demonstraram esse enfoque. Destacaram-se dezenas de índios caracterizados correndo pelas ruas armados com arco e flecha! Ao final, no palco, revezaram diferentes etnias, havendo a participação de índios de diferentes países da América Latina. Foi um show de cores, diversidade, música e idiomas.
O show no 2º dia foi uma prévia das atividades culturais da ALACP (Articulação Latino-Americana Cultura e Política).         nos dias 30 e 31 no ginásio da Universidade Federal Rural Amazônica- UFRA.
Destacou-se a apresentação conjunta do rapper Gog, da cantora e compositora Ellen Oléria e da artista argentina do grupo Maria Marta, Malena. Debaixo de um sol escaldante, o público se deliciou com a forte mensagem política da música destes três artistas. Foi a primeira apresentação conjunta deles que, a despeito do rápido ensaio dentro da van que nos levou, houve grande sintonia estética que fez o público vibrar.  Sorte de quem os acompanhou e ouviu “palhinhas” de diversas outras canções.
O show do dia 30 no Geospace da  UFRA promete. A intervenção dos artistas é prova contundente de que a cultura e política são essencialmente articuladas. Essa é aposta do Inesc e da ALACP que inovam na agenda do FSM com esse debate.
Participaram entusiasmados,  tanto no primeiro quanto no 2º dia, a equipe do Inesc (Ana Paula, Ricardo Santana, Iara Pietricovsky, Lucídio Bicalho, Márcia Acioli e as adolescentes Raíssa Sampaio, Aline Maia, além dos representantes do ALAPC.

cultura e política, Fórum Social Mundial, Inesc