Patrick Bond
Com os colapsos econômicos e as calamidades ecológicas que tanto prevaleceram em 2011, ano que concluiu com uma reunião do G20 em Cannes em novembro (na qual pouco se fez) e uma conferência climática em Durban em dezembro (na qual nada se fez), o mês de janeiro começou com um grande temor da deterioração da zona do euro. Nesse contexto de incertezas se aproximam as duas forças mais potentes que darão forma ao que vem pela frente: o processo de acumulação de capital da China e a sua luta de classes.
Devido ao desenvolvimento desigual e misto desse país, dentro de um boom extraordinário podemos observar o início de um fracasso em escala potencialmente mundial, além de batalhas socioeconômicas prodigiosas originadas da base, juntamente com agressões brutais ao meio ambiente, tais como a energia a carvão e a hidrelétrica Três Gargantas (não obstante os avanços excepcionais da chamada ‘economia verde’). Leia mais…
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Matías Vernengo
É cada vez mais comum sugerir que além da catástrofe européia e da lenta recuperação dos Estados Unidos, a China poderia estar à beira do colapso econômico e, juntamente com ela, desapareceria o último baluarte de crescimento na economia mundial. Não apenas o centro está estagnado, mas o entorno da economia global também está muito frágil. Contudo, a probabilidade de uma desaceleração da China é altamente exagerada.
Paul Krugman, que estava certo quanto à necessidade da expansão fiscal nos Estados Unidos e à gestão errada da crise da Grécia pelo Banco Central Europeu (BCE), por exemplo, sugeriu que a China está no meio de uma bolha imobiliária que pode estourar a qualquer momento (vide também Jayati Ghosh e C. P. Chandrasekhar aqui para uma visão similar, embora mais ampla, dos perigos em 2012). Essa visão insinua que o crescimento na China depende fundamentalmente da demanda interna, mas que as bases para a expansão são frágeis. Além disso, sugere que a situação da China está muito parecida com a dos Estados Unidos antes da crise dos Lehman Brothers em setembro de 2008. Leia mais…
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Fander Falconí

Em Durban, África do Sul, estadistas mundiais e diplomatas decidiram não fazer nada sobre a mudança climática. China produz emissões per capita quatro vezes inferiores às dos Estados Unidos (EUA), mas não pode ignorar que as suas emissões por pessoa já estão acima da média mundial. Enquanto isso, os EUA culpam a China e se recusam a aceitar compromissos de redução. Em Durban, os países ricos prometeram dinheiro mas também dióxido de carbono. A América Latina teve posições diferentes.
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Por Roberto Malvezzi (Gogó)
O presente da presidente Dilma ao povo do semiárido nesse Natal já está decidido: uma cisterna de plástico.
A presidente é uma excelente gerente, pessoa íntegra e acima de qualquer suspeita. Quando criou o “Água para Todos” nos encheu de alegria. Afinal, agora iríamos acelerar a construção das cisternas para beber e produzir. Mas, a presidente preferiu doar centenas de milhares de cisternas de plástico para os nordestinos. Descartou o trabalho histórico da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) e vai trabalhar exclusivamente com os estados e municípios.
Claro que essa decisão está acima de qualquer interesse eleitoreiro, ou dos coronéis do sertão, ou dos 10% das empresas fabricantes do reservatório. Dilma é uma mulher honrada.
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Prezados(as)
É com um misto de tristeza e alegria que divulgamos a primeira versão do dossiê de violações de direitos humanos pelos mega eventos da Copa e da Olimpiadas.
Alegria pela mobilização e trabalho popular..tristeza por todo o legado que ocorre neste país..
O legado de violações poderá aumentar ainda mais caso o Congresso aprove a Lei Geral da Copa: restrição de acesso, proibição de transmitir jogos em bares, de uso da criativdade do brasileiro, perda de soberania, e outras questões.
Quem puder nos ajudar..amanha temos que barrar mais este retroceso. entre em contato com o comite em sua cidade.
Articulação dos Comites Populares
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